MP Eleitoral Pede Inelegibilidade de Daniella Ribeiro para 1ª Suplência de Senador na Paraíba

MP Eleitoral Pede Inelegibilidade de Daniella Ribeiro para 1ª Suplência de Senador na Paraíba

MP Eleitoral busca indeferimento do registro de candidatura de Daniella Ribeiro a 1ª suplente de senador na Paraíba

O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com um pedido no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para que o registro da candidatura da senadora Daniella Ribeiro (PP) à 1ª suplência de senador seja indeferido. A manifestação foi protocolada neste sábado (15) pelo procurador regional eleitoral Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga, levantando questões sobre a elegibilidade da senadora.

A ação do MPE argumenta que Daniella Ribeiro estaria enquadrada na lei de inelegibilidade por ser mãe do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, e disputar um cargo eletivo na mesma circunscrição eleitoral. A Procuradoria entende que a exceção prevista na Constituição para quem já ocupa um mandato e disputa a reeleição não se aplicaria ao caso em questão, pois a senadora não busca renovar seu mandato atual.

Conforme a manifestação do Ministério Público, a candidatura para o cargo de suplente de senador é juridicamente distinta da candidatura ao cargo titular. Por essa razão, o procurador avalia que a senadora não poderia se beneficiar da exceção constitucional destinada apenas àqueles que buscam a reeleição para o mesmo posto. A declaração de Daniella Ribeiro em março deste ano, afirmando que não disputaria a reeleição para o Senado, reforça o argumento do MPE.

MPE Cita Parentesco e Declaração da Senadora

A manifestação do Ministério Público Eleitoral destaca o fato de Daniella Ribeiro ser mãe de Lucas Ribeiro, o atual governador da Paraíba. A candidatura ocorre dentro do mesmo estado, que é considerado pelo Código Eleitoral como a circunscrição eleitoral para a disputa ao Senado. Essa proximidade familiar em cargos de poder dentro da mesma unidade federativa é um dos pontos centrais do pedido de inelegibilidade.

O documento também faz referência a uma declaração feita pela própria senadora no Senado Federal, em 10 de março deste ano. Na ocasião, Daniella Ribeiro afirmou publicamente que não disputaria a reeleição para o Senado. Essa declaração é vista pelo MPE como um indicativo de que seu objetivo não era a renovação do mandato de senadora, mas sim uma posição diferente em uma chapa majoritária.

“Eu não vou para a reeleição no meu estado. Meu filho vai para a reeleição e vai assumir o Governo do Estado da Paraíba. Lucas é pré-candidato a Governador, enquanto não assumir o governo”, disse a senadora na época. Para o MPE, essa fala comprova que a senadora não visava a reeleição para o cargo que ocupa.

Finalidade da Lei de Inelegibilidade em Foco

O Ministério Público argumenta que a aplicação da lei de inelegibilidade, neste caso, está em consonância com o objetivo de evitar a concentração de poder político em um mesmo núcleo familiar. Além disso, a medida visa a preservar a igualdade de oportunidades entre os diversos candidatos que disputam as eleições, garantindo um pleito mais justo e equitativo.

A Procuradoria enfatiza que a atual titularidade do mandato de Senadora, por si só, não é suficiente para garantir a elegibilidade para a suplência. O segundo requisito, que seria a candidatura à reeleição para o mesmo cargo, não se verifica, uma vez que o pedido de registro é para a posição de 1ª Suplente de Senador. O MPE busca, com esse pedido, assegurar a observância dos princípios eleitorais e constitucionais.

GTavares

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