Influenciadora quebra silêncio após deixar prisão e promete provar inocência no caso Glicério Feitosa
A influenciadora digital Thaisa Figueiredo se manifestou publicamente após deixar a prisão preventiva na Paraíba, onde estava detida desde o dia 28 de outubro no âmbito da Operação Aurum. A ação promovida pela Polícia Civil investiga a morte do empresário Glicério Feitosa, ocorrida em João Pessoa.
Em publicações divulgadas em suas redes sociais, Thaisa afirmou que demonstrará sua inocência perante a Justiça. A defesa sustenta que o veículo apontado na investigação como meio de monitoramento da vítima foi emprestado unicamente por conta do relacionamento pessoal da influenciadora com um dos suspeitos, sem o conhecimento dela sobre qualquer ato ilícito.
Posicionamento público e declaração de inocência
Nas redes sociais, a influenciadora agradeceu as mensagens de apoio recebidas no período em que permaneceu detida e declarou que está se preparando psicologicamente para detalhar a sua versão dos fatos.
“Estou me preparando psicologicamente para voltar o mais breve possível com a verdade que vocês precisam ouvir de mim!”, declarou Thaisa.
A investigada comentou o receio de ser responsabilizada por atos cometidos por terceiros e reiterou que apresentará todos os esclarecimentos cabíveis no processo judicial.
“Eu tive tanto medo de pagar por um erro de quem eu mais amei e injustamente perder minha vida dentro de um lugar daquele, porém Deus sabe da minha inocência e eu vou provar juridicamente tudo para vocês!”, afirmou.
Decisão judicial e revogação da prisão preventiva
A libertação de Thaisa Figueiredo foi concedida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O parecer judicial também beneficiou o pai da influenciadora, que havia sido preso na mesma fase da operação.
A defesa informou que o Tribunal de Justiça considerou a ausência de indícios de participação direta ou conhecimento prévio da influenciadora sobre o homicídio. Thaisa também colaborou com a apuração ao entregar voluntariamente seu aparelho celular aos investigadores.
Com a determinação da Justiça, ela responderá às investigações em liberdade. As condições impostas estabelecem:
- Comparecimento aos atos judiciais sempre que for intimada;
- Proibição de manter contato com os demais investigados no processo.
Entenda o histórico das investigações do caso
O empresário Glicério Feitosa foi morto a tiros em 14 de maio de 2026, em frente a um estabelecimento de veículos no bairro do Geisel, localizado na capital paraibana. O caso, inicialmente apurado como homicídio, teve a linha de investigação alterada pela Polícia Civil para o crime de latrocínio (roubo seguido de morte).
As investigações apontam que o empresário virou alvo de uma organização criminosa voltada ao roubo de joias e bens de elevado valor. A Operação Aurum foi deflagrada em 28 de outubro, resultando no cumprimento de 18 mandados judiciais e na prisão de sete pessoas.
No inquérito, Thaisa é apurada sob a suspeita de ter movimentado cerca de R$ 3 milhões e por ter cedido o carro utilizado para acompanhar os passos da vítima. A defesa contesta as suspeitas e afirma que o empréstimo do automóvel se deu estritamente por razões afetivas com um dos investigados.
