Vereador Junio Leandro critica “leite com Treloso” na política e exige renovação contra oligarquias

Vereador Junio Leandro critica “leite com Treloso” na política e exige renovação contra oligarquias

Junio Leandro critica “leite com Treloso” na política e exige renovação contra oligarquias

O vereador de João Pessoa, Junio Leandro (PDT), utilizou a tribuna da Câmara Municipal para expressar forte crítica à permanência de grupos tradicionais no poder e à influência de estruturas financeiras nas disputas eleitorais. O parlamentar questionou a ascensão política de novos nomes sem histórico de atuação ou participação em movimentos sociais, utilizando uma analogia com a infância para ilustrar seu ponto.

“Até cinco anos atrás, estavam assistindo Dragon Ball Z, tomando leite com Treloso, quer virar governador, a troco de quê? De um sobrenome?”, questionou o vereador, ressaltando a falta de experiência de alguns candidatos.

Leandro também direcionou suas críticas às famílias tradicionais que dominam a política paraibana, defendendo a necessidade de uma participação popular mais expressiva na ocupação dos espaços de poder. A declaração foi feita em meio a discussões sobre a renovação política e o acesso a cargos de maior relevância.

Oligarquias e a voz do povo

O vereador enfatizou que as cadeiras de poder tendem a ser ocupadas por “essas oligarquias, essas pessoas que se revezam no poder”. Ele argumentou que a periferia precisa ter sua voz representada e que “quem tem que estar no poder é o povo, é a gente”.

Junio Leandro, que ressaltou sua própria origem familiar e sua trajetória em defesa de trabalhadores e moradores da periferia, apontou as dificuldades enfrentadas por parlamentares que, mesmo com trabalho contínuo, têm dificuldade em transformar essa atuação em apoio eleitoral.

“Você pode passar os quatro anos lutando, defendendo as pessoas, conseguindo coisa para as pessoas, mas quando chega o período de eleição, todos eles somem. Porque ainda o que pesa é a estrutura financeira e o tráfico de influência”, declarou, lamentando a influência do poder econômico.

Homenagem a Margarida Maria Alves

Para encerrar seu pronunciamento, o parlamentar citou a sindicalista paraibana Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 por sua atuação na defesa dos trabalhadores rurais. A menção à memória da líder sindical serviu para reforçar a defesa de uma política fundamentada em “trajetória de luta e compromisso com a população”.

“Eu posso estar aqui como vereador titular ou como 29º suplente ou posso estar ali na rua. Mas é inegociável. Isso para mim é inegociável. Não sou interessante nesses espaços, mas não dou meu apoio a esse tipo de coisa. E Margarida Maria Alves presente hoje e sempre”, afirmou, reafirmando seu compromisso com a luta popular e a ética na política, conforme divulgado em seu discurso na Câmara Municipal.

GTavares

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