Veneziano Vital do Rêgo: “Se apresentarem prefeito pressionado pelo TCU, eu renuncio minha candidatura ao Senado”
Veneziano desafia adversários a apresentarem prefeito coagido pelo TCU e promete renunciar à candidatura ao Senado
O senador e candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), fez um desafio público nesta quarta-feira (26) a Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, e a Nabor Wanderley, candidato ao Senado. Ambos são acusados de terem afirmado que um prefeito teria sofrido pressão do Tribunal de Contas da União (TCU) para apoiar a candidatura de Veneziano.
A polêmica gira em torno da atuação de Vital do Rêgo, irmão do senador e presidente do TCU. Veneziano, em declarações durante uma sabatina na Rádio Pop FM, afirmou que renunciará ao seu posto no Senado caso seus oponentes apresentem sequer um prefeito que tenha sido pressionado por seu irmão para votar em sua chapa.
O senador foi enfático ao estender o desafio, exigindo que Hugo Motta e Nabor Wanderley também retirem suas próprias candidaturas caso não consigam comprovar as graves acusações. Essa postura demonstra a confiança de Veneziano na lisura de sua campanha e na conduta de seu irmão à frente do TCU, conforme divulgou o WSCOM.
Desafio direto aos adversários
Durante a sabatina no programa Meio-Dia Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo explicitou os termos de seu desafio. Ele declarou: “Se ele trouxer um único gestor ou gestora que tenha recebido qualquer tipo de pressão, eu deixo de ser candidato amanhã”. A promessa se estende especificamente a qualquer prefeito que, segundo os adversários, teria sido coagido por Vital do Rêgo para apoiar a candidatura de Veneziano ao Senado.
O senador fez questão de reforçar a condição, afirmando: “Se ele trouxer um prefeito que tenha recebido pressão do meu irmão como presidente do TCU para votar em mim, eu deixo de ser candidato amanhã”. A declaração busca desqualificar as críticas que, segundo ele, são infundadas e irresponsáveis.
Críticas classificadas como “desnorteadas”
Veneziano Vital do Rêgo não poupou críticas às declarações de Hugo Motta, classificando-as como “desnorteadas”, “completamente desconexas” e “irresponsáveis”. O senador expressou sua intenção de não gastar muito tempo rebatendo as falas do presidente da Câmara, mas fez questão de lançar o desafio como forma de encerrar a polêmica.
“Eu não vou perder esse tempo. Agora eu sou capaz de dizer a você: eu faço um desafio”, disse o candidato, reforçando que a trajetória política dele é conhecida pela população da Paraíba. A manobra busca colocar os adversários em uma posição de ter que provar suas alegações sob pena de renúncia e retirada das próprias candidaturas.
Foco na trajetória política e lisura
O senador demonstrou confiança na sua história e na de sua família. Ao invés de se deter nas críticas, Veneziano optou por um movimento de ataque, desafiando seus oponentes a apresentarem provas concretas. A estratégia visa fortalecer sua imagem perante o eleitorado, apostando na percepção de que as acusações são meramente eleitoreiras e sem fundamento.
A população da Paraíba, segundo o senador, conhece sua trajetória e a de sua família. Essa confiança na percepção pública é a base do seu desafio, que coloca em jogo não apenas sua candidatura, mas também a credibilidade de seus adversários caso não consigam sustentar as acusações de pressão envolvendo o TCU e prefeitos municipais.
