Professor e Diácono da UFCG é Demitido pelo MEC Acusado de Assédio a Alunas em Processo Administrativo Disciplinar

MEC demite professor da UFCG investigado por assédio a alunas; homem também é diácono

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) confirmou a demissão de um de seus professores, Antônio Lisboa Leitão de Souza, por determinação do Ministério da Educação (MEC). A decisão, oficializada em portaria assinada pelo ministro Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, encerra um processo administrativo disciplinar que apurou denúncias sobre a conduta do docente.

O processo administrativo disciplinar foi instaurado para investigar as acusações e, segundo o documento oficial, o MEC acolheu parcialmente o relatório da comissão de investigação. A decisão final levou em conta também manifestações técnicas da Corregedoria e da Consultoria Jurídica do MEC.

As apurações concluíram que o servidor praticou **condutas de conotação sexual**, configurando infração disciplinar. Com base nesses achados, o ministério aplicou a pena máxima de demissão. A portaria, no entanto, **não detalha as circunstâncias específicas dos fatos** que levaram à investigação e à posterior punição.

Professor da UFCG e sua atuação como diácono

Antônio Lisboa Leitão de Souza não exercia apenas a função de professor na UFCG, mas também atuava como **diácono na Diocese de Campina Grande**. A dupla atuação, no ambiente acadêmico e religioso, ganhou notoriedade com a decisão do MEC de desligá-lo da universidade após a conclusão do processo administrativo disciplinar.

Processo Administrativo Disciplinar e as Acusações

A demissão do professor da UFCG ocorreu após a conclusão de um processo administrativo disciplinar. Este tipo de processo é o meio pelo qual órgãos públicos apuram faltas graves cometidas por servidores em exercício de suas funções. No caso em questão, as denúncias se referiam a condutas de natureza sexual.

A comissão responsável pela investigação analisou as provas e depoimentos, elaborando um relatório que serviu de base para a decisão ministerial. O MEC, ao analisar o caso, considerou as conclusões da comissão e as manifestações jurídicas internas para determinar a sanção.

A Pena de Demissão e suas Implicações

A **pena de demissão** é a mais severa aplicada a servidores públicos e implica o rompimento definitivo do vínculo empregatício com a instituição. No caso do professor da UFCG, a demissão foi aplicada com base na caracterização de infração disciplinar, especificamente condutas de conotação sexual.

O ato administrativo publicado pelo MEC formaliza a decisão, mas, como é comum em portarias desse tipo, não entra em detalhes sobre os eventos específicos que levaram à apuração. A universidade, por sua vez, cumpre a determinação do ministério ao efetivar o desligamento do docente.

GTavares

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