Hugo Motta celebra avanço no combate à violência contra mulheres: “Brasil chora todos os dias” com feminicídios

Hugo Motta celebra avanço no combate à violência contra mulheres: “Brasil chora todos os dias” com feminicídios

Câmara dos Deputados aprova projeto fundamental no combate à violência contra mulheres e feminicídio

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou grande satisfação com a aprovação do projeto que institui o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A iniciativa, que agora segue para análise do Senado, representa um marco importante na luta pela segurança e dignidade das mulheres brasileiras.

Motta destacou que a Câmara tem se empenhado em aprovar diversas legislações voltadas ao combate à violência contra a mulher, com foco especial no enfrentamento ao feminicídio. Ele ressaltou a gravidade do problema, afirmando que o Brasil testemunha, infelizmente, mortes de mulheres todos os dias.

Durante o pronunciamento, o deputado pediu um minuto de silêncio em homenagem a Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, vítima de feminicídio em Cataguases (MG). A brutalidade do crime, onde a vítima foi estrangulada em casa na presença de sua filha de apenas um ano, chocou os parlamentares e reforçou a urgência da pauta.

A revolta do Parlamento contra a violência feminina

Hugo Motta enfatizou que a homenagem a Karen Aparecida Ferreira Rosa é uma forma de demonstrar a **revolta do Parlamento** diante das agressões que ocorrem em todas as regiões do Brasil. Ele declarou enfaticamente que a Casa não descansará enquanto nenhuma mulher for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou qualquer outra pessoa.

O presidente da Câmara reforçou que o combate à violência contra a mulher transcende questões partidárias, sendo uma **agenda de Estado** essencial para o desenvolvimento e a justiça social do país. A aprovação deste projeto é um passo concreto nessa direção.

Feminicídio: a expressão mais dolorosa da violência contra a mulher

A relatora do projeto, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), descreveu o caso de feminicídio que motivou o minuto de silêncio como a expressão mais dolorosa e trágica da situação enfrentada pelas mulheres no Brasil. A imagem da vítima com sua filha de um ano junto ao corpo foi descrita como uma representação explícita da crueldade da violência doméstica.

“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu, em tese, companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou a relatora, sublinhando a necessidade urgente de medidas eficazes para proteger as mulheres.

GTavares

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