Fábio Rolim deixa o PSB: Prefeito elogia gestão de João Azevêdo, mas critica trato político com nota zero e anuncia saída do partido
Fábio Rolim, prefeito de Caldas Brandão, anuncia saída do PSB, partido do governador João Azevêdo, gerando repercussão na política paraibana. A decisão vem à tona após o gestor declarar que não apoiará o governador em uma possível candidatura ao Senado.
A movimentação política de Fábio Rolim, prefeito de Caldas Brandão, tem sido um dos assuntos mais comentados na Paraíba. O gestor, que se filiou ao PSB em 2025, vindo do MDB, do senador Veneziano Vital do Rêgo, decidiu deixar o partido menos de um ano após sua entrada.
A decisão de deixar o PSB, conforme apurado, está diretamente ligada a divergências quanto ao alinhamento político com o governador João Azevêdo. Rolim, apesar de reconhecer a qualidade administrativa do governador, expressou forte insatisfação com a forma como as relações políticas são conduzidas.
A saída do prefeito sinaliza um **descontentamento com os bastidores da política estadual**, levantando questionamentos sobre as articulações e a dinâmica partidária sob a liderança do governador. A notícia pegou muitos de surpresa, considerando a recente filiação de Rolim ao partido.
Gestão elogiada, mas trato político criticado: a dualidade de Fábio Rolim
Em declarações recentes, o prefeito Fábio Rolim fez um **duro balanço sobre sua relação com o governador João Azevêdo**. Segundo ele, a avaliação da gestão do governador é extremamente positiva, chegando a classificá-lo como “o melhor administrador da história da Paraíba”. Essa é uma afirmação de peso, que demonstra um reconhecimento da capacidade de gestão de Azevêdo.
No entanto, a mesma entrevista trouxe uma crítica contundente. Rolim concedeu ao governador “nota zero” no quesito de trato com os políticos. Essa dicotomia entre a admiração pela administração e a reprovação na condução política evidencia a raiz do conflito que levou à sua saída do partido.
Saída do PSB e o futuro político de Fábio Rolim
A decisão de deixar o PSB, confirmada pelo próprio prefeito, ocorre em um momento estratégico, menos de um ano após sua filiação. A saída acontece uma semana depois de Rolim anunciar publicamente que **não apoiará João Azevêdo em uma eventual candidatura ao Senado**. Essa declaração foi o estopim para a ruptura.
A filiação ao PSB em 2025 foi vista como um movimento de alinhamento com o governo estadual. Contudo, a atual insatisfação com o trato político do governador parece ter tornado insustentável a permanência no partido. O futuro político de Fábio Rolim agora se torna uma incógnita, com especulações sobre seu próximo passo na cena política paraibana.
O impacto da saída de Rolim no cenário político da Paraíba
A saída de um prefeito de um partido que abriga o governador do estado, especialmente em um ano de filiações estratégicas, pode ter **implicações significativas para o equilíbrio de forças políticas na Paraíba**. O PSB, sob a liderança de João Azevêdo, perde uma peça que, embora recém-chegada, representava um aceno de adesão.
A crítica de Rolim ao trato político de João Azevêdo pode ecoar entre outros prefeitos e lideranças políticas que se sentem marginalizadas ou maltratadas nas articulações do governo. A postura do prefeito de Caldas Brandão pode encorajar outros a expressarem seu descontentamento, gerando um efeito cascata.
O que esperar das próximas movimentações?
Com a saída do PSB, Fábio Rolim precisará definir seu novo rumo partidário. A declaração sobre não apoiar João Azevêdo ao Senado sugere um **posicionamento de oposição ou, no mínimo, de independência em relação ao governador**. A Paraíba acompanha atentamente os próximos passos do prefeito.
A polêmica levantada por Rolim sobre a nota zero no trato político de João Azevêdo, contrastando com o elogio à gestão, certamente continuará a pautar discussões e análises políticas nas próximas semanas. A forma como o governo estadual reagirá a essas críticas também será um ponto de observação crucial.
