Efraim Filho: Boleto de suplente em investigação vira alvo de adversários, mas senador não é investigado
Efraim Filho em nova polêmica: Boleto de suplente sob investigação gera debate político
O senador Efraim Filho, que recentemente se filiou ao PL, está no centro de uma polêmica após a divulgação de uma notícia sobre um pagamento feito por seu segundo suplente, Erik Janson Marinho. A situação colocou o parlamentar em uma posição delicada, apesar de não ser alvo de investigações.
A notícia, publicada pelo jornal Estadão, detalha que Erik Marinho, que utiliza tornozeleira eletrônica e é suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro de desvios do INSS, quitou um boleto no valor de R$ 51 mil para o senador. O episódio alterou o cenário político, transformando Efraim de um atacante em alvo de críticas.
Apesar de não estar sob investigação, o nome de Efraim Filho apareceu em um relatório do COAF referente a movimentações financeiras de seu segundo suplente. A situação surge em um momento crucial para o senador, pré-candidato a governador e que tem adotado um discurso firme contra seus oponentes, além de ter sua projeção ampliada com a filiação ao PL e a presença de Flávio Bolsonaro em seu evento.
O Senador Explica o Boleto
Efraim Filho esclareceu a situação em entrevista ao Estadão, afirmando que o boleto se referia a um contrato privado seu. Ele explicou que, no dia do vencimento, não possuía o valor em conta e, devido à relação como suplente, pediu ajuda a Erik Marinho para quitar a pendência, o que foi prontamente aceito.
Questionado sobre o ressarcimento, o senador relatou que seu suplente não quis receber o valor de volta. Efraim destacou que, pela relação de suplência, Erik Marinho nunca o cobrou pela dívida até o momento, reforçando a natureza privada e pontual do empréstimo.
Erik Marinho: O Suplente Sob Investigação
É crucial ressaltar que Efraim Filho não é investigado na operação. No entanto, seu segundo suplente, Erik Marinho, foi alvo de uma fase da Operação Sem Desconto em dezembro. Ele é suspeito de auxiliar o conhecido “Careca do INSS” na prática de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
A aparição do nome de Efraim em um relatório do COAF, ligado às movimentações financeiras de Marinho, gerou repercussão entre adversários políticos. Estes celebraram a notícia, vendo nela uma oportunidade de fragilizar a imagem do senador em meio à sua pré-campanha eleitoral.
Impacto na Pré-Campanha de Efraim Filho
Apesar de não ser alvo de investigação, a vinculação do nome de Efraim Filho a um suplente sob apuração policial pode gerar desgaste. O senador tem se posicionado como um forte candidato ao governo, e qualquer associação a escândalos pode ser explorada por seus oponentes, como Cícero Lucena (MDB) e Lucas Ribeiro (PP).
A filiação de Efraim ao PL e a presença de Flávio Bolsonaro em seu evento de posse aumentaram sua visibilidade. Contudo, a notícia do boleto pago pelo suplente pode desviar o foco de sua plataforma e discurso de oposição, colocando-o em uma posição de defesa.
