André Gadelha critica voto de Leo Bezerra em Nabor Wanderley: “Inadmissível” apoio a suplente de oposição
André Gadelha, candidato ao Senado, considera “inadmissível” a decisão do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, de apoiar Nabor Wanderley como segundo voto para o Senado.
O deputado estadual e ex-prefeito de Sousa, André Gadelha (MDB), demonstrou forte descontentamento com a postura política adotada pelo prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB). Gadelha criticou abertamente o fato de Bezerra ter escolhido o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), como seu segundo voto na disputa pelo Senado Federal.
A declaração surge em meio a questionamentos sobre a falta de apoio à candidatura de Gadelha por parte de membros do seu próprio partido e de aliados do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB). Gadelha classificou tal cenário como uma prática que ele considera totalmente inaceitável no atual contexto político.
As críticas foram direcionadas especificamente a Leo Bezerra, que, segundo Gadelha, assumiu uma posição que foge à lógica e à unidade defendida por ele, Veneziano e Cícero. O ponto central da insatisfação é o apoio a um candidato que tem como primeira suplente a senadora Daniella Ribeiro (PP), mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), figura política a quem o agrupamento de Gadelha faz oposição declarada.
“É inadmissível”, afirma Gadelha sobre o voto em Nabor
André Gadelha foi enfático ao expressar sua opinião, declarando: “É inadmissível você ter numa chapa majoritária, onde eu prego a unidade ao lado de Veneziano e de Cícero, e você vê aliados do próprio candidato ao governo, como você citou, o prefeito da Capital, votar num senador que tem uma suplente que é a mãe do governador”.
O deputado ressaltou a contradição inerente à decisão do prefeito de João Pessoa. Para Gadelha, a escolha representa um **voto cruzado** que dificilmente será compreendido pelo eleitorado. A argumentação é clara: apoiar um candidato ao Senado que possui como suplente a mãe do governador com quem o grupo político se opõe.
A incoerência do “voto cruzado” segundo o candidato
O parlamentar acredita que a população não entenderá a lógica por trás das orientações de votos cruzados que estão se formando nas bases eleitorais. Ele enfatizou a inconsistência da situação, onde um prefeito de uma capital apoia um candidato ao Senado com uma suplente que representa um grupo político adversário.
“Você está votando num senador que quer derrotar o seu governador”, criticou o candidato, destacando a aparente falta de alinhamento estratégico e a potencial confusão que essa manobra pode gerar entre os eleitores. A **postura de Leo Bezerra** é vista como um obstáculo à unidade e à clareza política que Gadelha defende.
