PM que agrediu filho de deputado e jovens em festa diz que agiu em legítima defesa, não teve intenção de matar
Defesa contesta tentativa de homicídio e alega legítima defesa de policial preso após briga em festa com filho de deputado
O policial militar José Eduardo de Oliveira Filho, preso preventivamente por tentativa de homicídio após se envolver em uma confusão que resultou na agressão de adolescentes, incluindo o filho de 15 anos do deputado federal Mersinho Lucena, teve sua defesa apresentada. Os advogados argumentam que o policial agiu em legítima defesa e não teve a intenção de matar.
O incidente ocorreu durante o Bloco Muriçocas do Miramar, em João Pessoa, no Camarote Cabo Branco, em meio ao Folia de Rua. A defesa classificou a prisão como desproporcional e contestou a tipificação penal, afirmando que a conduta do policial foi uma reação imediata a agressões injustas.
Segundo a defesa, o policial buscava proteger a integridade física de sua companheira e a sua própria segurança em um ambiente de tumulto. A versão apresentada pelo advogado Pedro Medeiros aponta para uma reação a um grupo de jovens e levanta a possibilidade de influências externas na condução do caso, pedindo uma análise técnica e livre de interferências.
Policial reagiu a agressões em tumulto, afirma defesa
O advogado Pedro Medeiros, em nota, classificou a prisão de seu cliente, o policial militar José Eduardo de Oliveira Filho, como “manifestamente absurda e desproporcional”. Ele contestou a acusação de tentativa de homicídio, enfatizando que “não houve qualquer conduta deliberada para tirar a vida de alguém”.
A defesa sustenta que o policial “agiu em legítima defesa” durante a confusão. O episódio teria sido desencadeado por “agressões injustas” por parte de um grupo de jovens em meio ao tumulto da festa. O objetivo do policial, segundo a defesa, era “proteger a integridade física de sua companheira e a própria segurança”.
Defesa alega que caso exige análise técnica e livre de interferências
O advogado Pedro Medeiros expressou preocupação com a “rapidez e o rigor da imputação penal”. Ele destacou que os elementos indicam um “episódio de conflito típico de evento festivo”, e não uma intenção de cometer homicídio.
A defesa alega que o caso “exige análise técnica, livre de qualquer interferência externa”. Eles confiam que as instâncias judiciais competentes revisarão a decisão de prisão preventiva. As investigações apontam que o policial aplicou golpes e imobilizações em meio ao tumulto, atingindo adolescentes e outros participantes da festa.
Filho de deputado federal estava entre os agredidos
O filho de 15 anos do deputado federal Mersinho Lucena foi uma das vítimas da confusão. O episódio ocorreu no Camarote Cabo Branco, em João Pessoa, durante o Bloco Muriçocas do Miramar. As agressões aconteceram no interior do camarote, em meio a um ambiente de festa e tumulto.
As investigações buscam esclarecer a dinâmica exata dos fatos e a extensão das agressões. A defesa do policial reitera que a ação foi uma reação a agressões e que não houve intenção de matar, pedindo uma reanálise do caso pelas autoridades judiciais.
Policial está preso preventivamente por tentativa de homicídio
José Eduardo de Oliveira Filho encontra-se preso preventivamente, respondendo por tentativa de homicídio. A acusação surgiu após o envolvimento do policial em uma briga que resultou na agressão de diversas pessoas.
Entre os agredidos, estava o filho de um deputado federal, o que pode ter adicionado uma camada de complexidade ao caso. A defesa, no entanto, insiste na tese de legítima defesa e na ausência de dolo de matar, aguardando a análise dos recursos nas esferas competentes.
