Ponte do Futuro na Paraíba: Lucas Ribeiro celebra 50% de obra e alfineta adversários políticos

Ponte do Futuro na Paraíba: Lucas Ribeiro celebra 50% de obra e alfineta adversários políticos

Ponte do Futuro atinge 50% de execução, com previsão de entrega para dezembro

O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro, inspecionou nesta segunda-feira (23) as obras da Ponte do Futuro, que alcançaram a marca de 50% de execução. A nova estrutura promete ser um eixo viário estratégico, interligando os municípios de Cabedelo, Santa Rita e Lucena.

“Estamos chegando à metade da obra e mantemos a previsão de entrega para dezembro. A partir de agora, o avanço será ainda mais perceptível”, afirmou Lucas Ribeiro. Ele ressaltou que a Ponte do Futuro não é apenas uma travessia, mas um complexo rodoviário que integrará novas ligações entre a BR-230 e a BR-101, transformando a mobilidade da Região Metropolitana.

O secretário de Infraestrutura e dos Recursos Hídricos do Estado, Deusdete Queiroga, explicou que o percentual de 50% é resultado de medições técnicas do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB). “Grande parte das fundações já foi executada no leito do rio, o que não é totalmente visível”, detalhou Queiroga.

Projeto ambicioso para a mobilidade paraibana

O projeto da Ponte do Futuro se inicia no quilômetro 9 da BR-230, em Cabedelo. Ele contempla duas grandes pontes: uma com 2,16 quilômetros sobre o braço de mar em Jacaré e outra com 420 metros sobre o Rio da Guia. Além disso, o projeto inclui um viaduto, o prolongamento da PB-011 e a adequação da PB-025 até a BR-101.

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, destacou o simbolismo da obra para o município, chamando-a de “um sonho antigo do povo de Cabedelo”. Já o prefeito de Lucena, Léo Bandeira, ressaltou o impacto regional, afirmando que a ponte “vai impulsionar o crescimento de Lucena e de todo o Litoral Norte”.

Lucas Ribeiro critica a “velha política” e alianças

Em entrevista ao programa Hora H, da TV Norte Paraíba, Lucas Ribeiro rebateu declarações recentes do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e criticou o que chamou de práticas da “velha política”. Ele se referiu a expressões como “lapada de cipó” como ultrapassadas.

“A velha política passou. Essa é a velha política do passado, de gente que tem saudade de quando o governador resolvia as coisas na bala, né? Que era quando a turma dele aí”, declarou Lucas, fazendo referência a um episódio histórico da política paraibana.

O governador em exercício também comentou a recente aliança de Cícero Lucena com o clã Cunha Lima e o senador Veneziano Vital do Rêgo, criticando declarações passadas do prefeito. “Até pouco tempo o próprio Cícero dizia: ‘Cunha Lima nunca mais’”, lembrou Lucas.

Experiência e diálogo institucional

Lucas Ribeiro também abordou as críticas sobre suposta falta de experiência em seu eventual governo. Ele defendeu sua trajetória e as entregas do atual governo, citando a Ponte do Futuro e o Polo Turístico Cabo Branco como exemplos.

“A Paraíba de hoje não é a mesma dos anos 90. O que a gente tem visto aí são algumas pessoas com saudosismo desse período, que foi um período em que a pobreza reinava”, contrapôs. Ele também negou que familiares, como seu tio Aguinaldo Ribeiro e sua mãe Daniella Ribeiro, influenciariam suas decisões.

Por fim, o governador em exercício reafirmou seu compromisso com o diálogo institucional com gestores municipais, independentemente de divergências partidárias. Ele declarou que receberá todos os prefeitos e prefeitas, incluindo Bruno Cunha Lima (Campina Grande) e o futuro gestor de João Pessoa, Léo Bezerra, para discutir as demandas de cada município.

Justiça mantém prisão de influenciadores Hytalo Santos e marido

Em outro destaque, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, por unanimidade, um novo pedido de habeas corpus para os influenciadores Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente. Eles foram condenados pela produção e divulgação de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes para fins lucrativos.

Hytalo Santos foi condenado a mais de 11 anos de reclusão, e Israel Vicente a mais de 8 anos. Ambos foram multados e condenados a pagar R$ 500 mil por danos morais. A decisão também aponta a responsabilidade civil das plataformas digitais onde o material foi veiculado.

Francisco Araújo

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