Advogado Paraibano Reclama de “Sentimento de Injustiça” em Vaga de Concurso da Procuradoria do Recife; Filho de Procuradora é Nomeado
Advogado paraibano Marko Venício dos Santos Batista expressa indignação após ser preterido em concurso da Procuradoria do Recife, alegando violação de princípios legais.
Um **forte sentimento de injustiça** tomou conta do advogado paraibano Marko Venício dos Santos Batista. Ele utilizou as redes sociais para desabafar sobre a nomeação de outro candidato em seu lugar no concurso da Procuradoria do Recife. Marko era o único classificado como pessoa com deficiência (PCD) na primeira homologação do certame.
Segundo o advogado, a decisão da Prefeitura do Recife, sob a gestão do prefeito João Campos, o teria **excluído indevidamente**. Ele afirma que sua vaga foi ocupada por um concorrente que foi reclassificado três anos após a publicação do edital, o que, a seu ver, fere princípios fundamentais.
A nomeação gerou polêmica, visto que o candidato em questão é filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco. A situação levanta questionamentos sobre a **transparência e a isonomia** no processo seletivo, com Marko Venício buscando agora o amparo do Poder Judiciário para reverter a decisão.
Alegada violação de princípios e exclusão de candidato PCD
Marko Venício dos Santos Batista manifestou sua profunda insatisfação em suas redes sociais. Ele declarou que a decisão de nomear outro candidato em seu lugar, mesmo sendo ele o único aprovado na cota para pessoas com deficiência (PCD) inicialmente, gerou um **”forte sentimento de injustiça”**. Segundo ele, a medida afronta princípios básicos como a vinculação ao edital, a impessoalidade e a isonomia.
Reclassificação de candidato e parecer técnico contrário
O candidato nomeado, Lucas Vieira Silva, participou do concurso em 2022 pela ampla concorrência, obtendo a 63ª posição. Em 2025, ele apresentou um laudo médico atestando Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que permitiu sua reclassificação como PCD. Essa mudança foi homologada pelo prefeito João Campos.
O ponto crucial da polêmica é que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) emitiu um **parecer técnico contrário** à reclassificação. A PGM alertou sobre o descumprimento do edital e os riscos à isonomia do concurso, mas a recomendação não foi acatada pela prefeitura.
Medidas legais e aguardo da decisão judicial
Diante dos fatos narrados, Marko Venício dos Santos Batista informou que já adotou as **medidas legais cabíveis** para contestar a nomeação. Ele agora aguarda a apreciação do caso pelo Poder Judiciário, na esperança de que a justiça seja feita e os princípios que regem concursos públicos sejam respeitados.
O caso levanta um debate importante sobre a **aplicação correta das cotas para PCD** em concursos públicos e a importância da observância estrita dos editais e das normas que garantem a igualdade de condições a todos os candidatos. A comunidade jurídica e os participantes de concursos acompanham os desdobramentos com atenção.
