Operação de alto risco em Pernambuco resulta na morte de homem apontado como figura central de facção criminosa com forte atuação na Paraíba

Operação de alto risco em Pernambuco resulta na morte de homem apontado como figura central de facção criminosa com forte atuação na Paraíba

Confronto em Palmares durante ação conjunta das forças de segurança da Paraíba e Pernambuco sela o fim da trajetória de ‘Lourinho’

Um homem identificado como um dos principais líderes de uma organização criminosa com atuação em Campina Grande e na região do Curimataú paraibano morreu nesta terça-feira, 30 de junho, após um confronto com a polícia. A operação, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba para cumprir um mandado de prisão preventiva, ocorreu no município de Palmares, em Pernambuco, conforme informações do G1 Paraíba.

A Polícia Civil informou que o alvo da operação, conhecido como “Lourinho”, de 42 anos, reagiu à abordagem policial. Durante a intervenção, houve um intenso confronto, resultando em ferimentos ao investigado. Ele foi prontamente socorrido e encaminhado a um hospital local, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito.

Além de ser apontado como figura de liderança dentro da organização criminosa, “Lourinho” estava sob investigação por uma série de delitos graves. Entre os crimes atribuídos a ele estavam triplo homicídio, tráfico de drogas, uso de documentos falsos e ataques a instituições financeiras.

A Polícia Civil destacou ainda o histórico de envolvimento do suspeito em resgates de presos. Ele tinha registros de participação em fugas de unidades prisionais localizadas nos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Diligências ampliadas e apoio integrado na ação

Para além do mandado de prisão que culminou no confronto, a operação incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em três estados. As diligências foram realizadas na Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Durante as ações em território pernambucano, as forças de segurança apreenderam armas de fogo e munições, as quais a polícia afirmou estarem diretamente relacionadas ao investigado.

A complexidade da ação exigiu a articulação e o empenho de diversas unidades policiais. A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Contaram com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), da UNINTELPOL e da Polícia Civil de Pernambuco, evidenciando a cooperação interestadual no combate ao crime organizado.

Francisco Araújo

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