Capacitação Racial em João Pessoa: Psicólogos e Estagiários se Preparam para Combater Racismo e Intolerância Religiosa

Capacitação Racial em João Pessoa: Psicólogos e Estagiários se Preparam para Combater Racismo e Intolerância Religiosa

Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial capacita profissionais para atendimento humanizado e antirracista.

A Prefeitura de João Pessoa, através da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, deu um passo importante na qualificação de seus atendimentos. Nesta quinta-feira (28), uma oficina de capacitação foi realizada, focando no curso de **Letramento Racial**, com público exclusivo para estagiários de Psicologia e servidores da pasta.

A iniciativa, que ocorreu online a partir das 19h, teve como objetivo principal preparar os futuros e atuais profissionais para lidar com os desafios do atendimento a pessoas que sofrem com **racismo e intolerância religiosa**. A proposta é oferecer um acolhimento que reconheça as complexas violências estruturais que impactam a vida dos usuários.

Segundo Carla Uedler, coordenadora de Promoção de Igualdade Racial, a ação nasceu da **necessidade de preparar futuros profissionais** para atender pessoas que foram vítimas de racismo e intolerância religiosa, oferecendo um acolhimento que reconheça as violências estruturais que atravessam suas vidas. A oficina foi ministrada pela própria coordenadora, com a psicóloga Dra. Thamara Bernadino como responsável técnica. Conforme divulgado pela Coordenadoria, o objetivo é garantir que esses estagiários tenham ferramentas para compreender as dinâmicas do preconceito e desenvolver uma escuta qualificada, sensível e comprometida com a dignidade humana.

Letramento Racial: Ferramenta Essencial para a Saúde Mental

O **Letramento Racial** é um processo fundamental que busca ampliar a compreensão sobre como o racismo se manifesta nas diversas estruturas sociais, culturais e institucionais. Ele capacita os indivíduos a identificar práticas discriminatórias, reconhecer seus impactos profundos e desenvolver estratégias eficazes de enfrentamento.

No campo da Psicologia, o letramento racial se torna **essencial para que os profissionais possam oferecer um atendimento** que verdadeiramente respeite e valorize a identidade racial dos pacientes. Isso promove um ambiente de acolhimento e reparação, crucial para a cura e o bem-estar.

Atendimento Psicológico Além da Técnica

Carla Uedler ressalta que o atendimento psicológico não pode se limitar à técnica pura. Ele precisa **dialogar ativamente com as realidades sociais e históricas** que afetam diretamente a saúde mental das populações negras e de grupos religiosos que sofrem discriminação. Essa abordagem integrada é vital para um cuidado eficaz.

A coordenadora acredita que, ao final da formação, os estagiários estarão mais preparados para atuar em contextos de vulnerabilidade. Eles poderão oferecer não apenas suporte clínico, mas também o **reconhecimento e a valorização das identidades** daqueles que vivenciam essas violências.

Políticas Públicas e Combate ao Racismo Estrutural

A oficina reforça o papel da Coordenadoria na construção de **políticas públicas que promovam a igualdade racial**. O objetivo é assegurar que o cuidado psicológico seja, também, um espaço de respeito e reparação, combatendo as raízes do racismo e da intolerância.

“Essa iniciativa é um passo importante para integrar a luta contra o racismo e intolerância religiosa às práticas de saúde mental, fortalecendo o compromisso institucional com a promoção da igualdade”, enfatizou Uedler. A capacitação é vista como um avanço significativo para um atendimento mais **sensível e antirracista**.

Impacto na Saúde Mental e Dignidade Humana

A formação visa equipar os profissionais com a sensibilidade necessária para entender as nuances do preconceito e suas consequências. A escuta qualificada e o compromisso com a dignidade humana são pilares para um atendimento que **promova cura e reparação**.

Ao final, espera-se que os estagiários e servidores estejam mais aptos a lidar com as complexidades do racismo e da intolerância religiosa, oferecendo um suporte que vá além do atendimento clínico, promovendo um ambiente de **inclusão e respeito às diversas identidades**.

GTavares

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