Eleições na Paraíba 2026: cenário agitado pode levar a segundo turno
Eleições na Paraíba 2026: disputa acirrada pode exigir segundo turno
A corrida eleitoral para o governo da Paraíba em 2026 aponta para um cenário de grande competitividade, sem um candidato com apoio suficiente para vencer no primeiro turno. A divisão de votos entre nomes fortes e a expressiva fatia de indecisos e votos nulos indicam que a decisão poderá ficar para uma segunda votação.
Paraibanos que acompanham a política estadual precisam ficar atentos às articulações e pesquisas. A fragmentação de candidaturas com potencial eleitoral e a ausência de uma maioria absoluta tornam a disputa imprevisível e potencialmente mais longa.
Quais são os principais nomes pré-cotados?
As pesquisas de intenção de voto realizadas em 2025 apontam o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na liderança. Em seguida, aparecem o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o senador Efraim Morais Filho (União Brasil). Nenhum deles, contudo, chega perto dos 50% dos votos válidos necessários para evitar o segundo turno.
Um levantamento do Instituto Real Time Big Data em dezembro de 2025 indicou Cícero Lucena com 31% das intenções de voto, Lucas Ribeiro com 16% e Efraim Morais Filho com 13%. Pedro Cunha Lima (PSD) também surge com 10%. A soma de brancos, nulos e indecisos ultrapassa um terço do eleitorado, reforçando a pulverização.
Quem tem a menor rejeição?
A taxa de rejeição é um fator crucial para definir a força de um candidato. Lucas Ribeiro se destaca como o pré-candidato com menor índice de rejeição entre os mais citados, com 20%. Isso pode ser um diferencial em um possível segundo turno.
Em contrapartida, Cícero Lucena registra 33% de rejeição, Pedro Cunha Lima 29% e Efraim Morais 24%. Embora esses números sejam considerados administráveis, eles mostram que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto.
Como as alianças políticas impactam a disputa?
As negociações partidárias em curso também contribuem para a indefinição. O grupo governista busca consolidar Lucas Ribeiro como candidato da continuidade, reunindo partidos aliados ao governador João Azevêdo (PSB), como PP, Republicanos, PDT e PT.
Na oposição, o cenário é mais fragmentado. Cícero Lucena articula uma frente ampla com partidos de centro e centro-direita, dialogando com MDB, PSD e Podemos. Já Efraim Morais tenta se posicionar como uma alternativa à polarização tradicional, buscando apoio do União Brasil e PL.
Por que a avaliação do governo estadual é importante?
A aprovação do governo estadual é um dos pilares para a candidatura de Lucas Ribeiro. Pesquisa do Instituto Índice em dezembro de 2025 revelou que João Azevêdo tem 75,3% de aprovação. No entanto, a transferência automática desse capital político para o vice-governador não é garantida.
Cícero Lucena também se beneficia da boa avaliação de sua gestão na Prefeitura de João Pessoa, mas enfrenta o desafio de expandir sua influência para o interior e lidar com o desgaste de uma eventual renúncia ao cargo para disputar o governo estadual.
O que esperar dos indecisos?
O contingente de eleitores indecisos será determinante para o resultado final. A definição desse grupo tende a ocorrer mais perto das eleições, podendo alterar o quadro atual. Historicamente, a migração desses votos raramente se concentra em um único candidato no primeiro turno, o que reforça a probabilidade de uma disputa mais prolongada.
Considerando a pulverização de candidaturas, as alianças em formação e o expressivo número de eleitores ainda sem definição, a eleição para o governo da Paraíba em 2026 se consolida como uma das mais disputadas dos últimos anos, com fortes indicativos de que o segundo turno será necessário.
