Sâmia Bomfim pede ao STF apuração de áudios que ligam Nikolas Ferreira a Daniel Vorcaro e ativo minerário

Sâmia Bomfim pede ao STF apuração de áudios que ligam Nikolas Ferreira a Daniel Vorcaro e ativo minerário

Sâmia Bomfim solicita ao STF investigação sobre supostas mensagens entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro envolvendo ativo minerário e ex-assessor.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) protocolou um ofício no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a apuração de novos elementos sobre a relação entre o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido, apresentado ao ministro André Mendonça, inclui a solicitação de oitiva de ambos os envolvidos no inquérito que apura irregularidades no Banco Master.

A iniciativa surge após a divulgação de áudios que revelariam conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro. Nas gravações, o deputado se referiria ao banqueiro como “Dani” e pediria auxílio para a liberação de um “ativo de minério”, que, segundo o conteúdo, beneficiaria o ex-assessor de gabinete de Nikolas, Thiago Faria.

Esses novos elementos, divulgados pela jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, foram anexados ao pedido de Sâmia Bomfim, que argumenta a necessidade de analisar as informações em conjunto com as investigações já em curso sobre o Banco Master. O caso ganha contornos mais complexos com a menção a operações policiais anteriores e o financiamento de voos.

Áudios revelam pedido de “ativo de minério” e “guerra juntos”

O ofício encaminhado ao STF detalha que um áudio atribuído a Nikolas Ferreira, datado de 30 de março de 2025, expressa o desejo de estreitar laços com Daniel Vorcaro. Após uma resposta de Vorcaro em áudio de visualização única, Nikolas agradece e repassa o contato de Thiago Faria. A conversa teria sido encerrada com uma mensagem de Vorcaro para Nikolas: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”.

Sâmia Bomfim sustenta que tais diálogos precisam ser analisados em conexão com as informações já existentes nas investigações do Banco Master. O pedido visa esclarecer a natureza do “ativo de minério” citado e seus potenciais beneficiários, além de entender a dinâmica da relação entre os parlamentares e o banqueiro.

Ex-assessor de Nikolas Ferreira é ligado a investigações de mineração ilegal

O documento enviado ao ministro André Mendonça também destaca que Thiago Faria, ex-assessor de Nikolas Ferreira, teve seu nome associado a empresas e indivíduos investigados na Operação Rejeito. Essa operação, deflagrada pela Polícia Federal em 2025, apura um suposto esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Minas Gerais.

Ao ICL Notícias, Thiago Faria negou qualquer irregularidade em sua participação. A menção a essa operação adiciona uma camada de complexidade ao pedido de Sâmia Bomfim, ligando o caso do Banco Master a investigações de crimes ambientais e financeiros.

Mensagens indicam que Daniel Vorcaro bancou voos de Nikolas Ferreira

Outro ponto levantado pela deputada Sâmia Bomfim são mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, datadas de 2024. Nelas, o empresário teria afirmado ter custeado “todos os voos” de Nikolas Ferreira. A parlamentar pede que essa informação seja confrontada com dados sobre o uso, pelo deputado, de uma aeronave ligada a Vorcaro durante atividades eleitorais em 2022.

Essa alegação levanta suspeitas sobre possíveis contrapartidas financeiras ou favores em troca de apoio político ou facilitação de negócios. A comparação com o uso de aeronaves em campanhas eleitorais visa verificar a legalidade e a transparência das relações financeiras.

STF é solicitado a analisar comunicações e convocar depoimentos

Entre as providências solicitadas por Sâmia Bomfim ao ministro André Mendonça estão a análise detalhada das comunicações entre Nikolas Ferreira, Daniel Vorcaro e Thiago Faria. A deputada também pede a identificação do ativo minerário mencionado e de seus beneficiários finais.

Adicionalmente, o ofício requer que seja avaliada a convocação de Nikolas Ferreira, Daniel Vorcaro e Thiago Faria para prestarem depoimento formal no inquérito. A deputada também solicita que a Polícia Federal da Operação Compliance Zero e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sejam informadas sobre os novos elementos, para que avaliem as possíveis repercussões jurídicas. O pedido enfatiza que não há intenção de antecipar julgamentos, mas sim de incorporar e analisar fatos novos nas investigações em andamento.

GTavares

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