PF desarticula ‘Casa da Moeda do Crime’: 10 presos em operação contra dinheiro falso e outros crimes
Operação “No Fake” da Polícia Federal mira organização criminosa que fabricava e distribuía dinheiro falso pela internet.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 22 de julho, a Operação “No Fake”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada à fabricação, distribuição e comercialização de dinheiro falso.
A Paraíba foi um dos principais palcos da ofensiva, que cumpriu 24 medidas cautelares, incluindo 14 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva. As ações ocorreram em diversas cidades de quatro estados.
A investigação, que começou com a descoberta de uma verdadeira “casa da moeda” clandestina, revelou um esquema complexo que utilizava a tecnologia para **espalhar o dinheiro falso** e envolvia outras atividades criminosas. Conforme informações divulgadas pela Polícia Federal.
Esquema criminoso utilizava internet para vender notas falsas
As investigações apontam para a existência de um laboratório clandestino responsável pela **falsificação de moeda**. No entanto, o esquema ia além da simples fabricação, envolvendo a compra de insumos e a distribuição das notas falsificadas.
A tecnologia se tornou uma aliada do crime, com os suspeitos utilizando redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais para **divulgar e comercializar os valores falsificados**. Serviços de envio postal também eram empregados para fazer o dinheiro falso circular.
Investigação se expande para outros crimes graves
A Operação “No Fake” revelou que a organização criminosa investigada não se limitava à falsificação de dinheiro. Os envolvidos podem responder por uma série de outros crimes, como **organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de veículos automotores, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais**.
A Polícia Federal também apura a possível comercialização de veículos roubados e clonados, negociação de entorpecentes e a circulação de armamentos ilegais. A operação expõe uma estrutura criminosa muito mais ampla do que se imaginava inicialmente.
Mandados cumpridos em quatro estados
As ordens judiciais foram cumpridas em João Pessoa e Mogeiro, na Paraíba, além de Paulista, Abreu e Lima, Caruaru e Igarassu, em Pernambuco. Lages, em Santa Catarina, também foi alvo da operação.
As investigações prosseguem com o objetivo de **individualizar as condutas de cada envolvido** e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo criminoso. A Polícia Federal busca desmantelar completamente essa rede que operava em diversas frentes ilegais.
