Televisão continua sendo protagonista na informação dos paraibanos
A televisão aberta permanece em 2026 como a principal fonte de informação para os paraibanos, cumprindo um papel essencial que vai além das plataformas digitais. Sua capacidade de chegar gratuitamente e simultaneamente a praticamente todos os lares, inclusive onde a internet de qualidade ainda é um luxo, consolida-a como uma ferramenta de cidadania e inclusão.
Este protagonismo é sustentado por dados de audiência e, mais importante, pela sua capilaridade única. Enquanto o debate público foca nas inovações digitais, a TV aberta demonstra resiliência e relevância, especialmente em um estado diverso como a Paraíba.
O alcance inigualável da televisão aberta
Apesar da crescente presença de plataformas digitais, a televisão aberta mantém uma hegemonia notável no consumo de vídeo doméstico. Uma pesquisa da Kantar IBOPE Media, abrangendo as 15 maiores regiões metropolitanas do país, revelou que 73% da audiência de vídeo dentro de casa é proveniente da TV aberta.
Dados mais recentes, de maio de 2026, reforçam essa tendência. A televisão linear respondeu por 63,2% de todo o consumo de vídeo no Brasil, superando largamente a soma de todas as plataformas de streaming, que dividiram os 36,8% restantes. Cada ponto de audiência da TV aberta consegue conectar aproximadamente 700 mil pessoas de uma só vez, um feito que permite romper as bolhas dos algoritmos e construir um repertório comum em uma nação tão plural.
A importância local e a democratização da informação
Na Paraíba, a diferença entre a TV aberta e os serviços de streaming é ainda mais evidente na escala de cobertura. Enquanto as plataformas digitais oferecem catálogos nacionais e internacionais para audiências massificadas, as emissoras paraibanas atuam como a única presença jornalística estruturada em muitos municípios do interior.
Essas emissoras locais cobrem desde o noticiário policial e o cotidiano das prefeituras até o esporte de base e as manifestações culturais, conectando o poder público, serviços essenciais e a população em cidades onde outros veículos de comunicação são escassos. Beatriz Ribeiro, vice-presidente de TV da MIDIACOM Paraíba, explica que
“Mais do que uma questão de audiência, a força da TV aberta na Paraíba está diretamente ligada à democratização do acesso à informação, um debate que ganha ainda mais relevância num momento em que o custo da conectividade continua sendo uma barreira para parte significativa da população.”
Credibilidade: um diferencial crucial em tempos de desinformação
A credibilidade é outro pilar que sustenta a relevância da TV aberta. Um levantamento realizado em 2025 pela Ponto Map, em parceria com a V-Tracker, indicou que a televisão aberta equilibra de forma mais eficaz a relação entre acesso e confiança. Com 69% de credibilidade, ela se posiciona muito à frente das redes sociais, que, apesar de serem a mídia mais acessada do país, somam apenas 41% de confiança.
Para André Vajas, presidente da MIDIACOM, essa diferença demonstra que, em um cenário saturado de desinformação, a radiodifusão continua sendo uma referência em apuração e responsabilidade editorial. Vajas destaca que esse reconhecimento é fruto de um trabalho jornalístico de décadas, comprometido com a verdade:
“Os veículos locais chegam mais perto dos paraibanos, do litoral ao Sertão. Reafirmamos o compromisso com a liberdade de imprensa e de expressão, com a gratuidade dos serviços de radiodifusão, com o profissionalismo no jornalismo e com o combate à desinformação. Essa é a força que nenhum algoritmo consegue substituir.”
Conclusão
A televisão aberta na Paraíba transcende a simples condição de meio de entretenimento, firmando-se como um pilar fundamental para a informação, inclusão e cidadania. Seu vasto alcance gratuito e a alta credibilidade são fatores decisivos que a mantêm no centro da vida informativa dos paraibanos, garantindo que mesmo os lares mais distantes permaneçam conectados e bem-informados.
