Tribunal de Contas de Santa Catarina audita previdências municipais e aponta falhas graves na gestão de descontos e benefícios

Tribunal de Contas de Santa Catarina audita previdências municipais e aponta falhas graves na gestão de descontos e benefícios

Tribunal de Contas de Santa Catarina avalia legalidade de descontos em regimes próprios de previdência para evitar prejuízos financeiros aos aposentados

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC) finalizou um levantamento focado nos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) catarinenses. A auditoria, conduzida sob relatoria do conselheiro Wilson Wan-Dall, investigou a legalidade dos descontos realizados nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas, conforme reportado pelo site Santa Catarina em Pauta.

A ação foi motivada por orientações da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), após a revelação de um esquema nacional que causou perdas de quase R$ 3 bilhões em benefícios do INSS. Ao todo, a fiscalização contemplou 70 unidades gestoras, incluindo o IPREV estadual.

Principais irregularidades identificadas na auditoria

Os dados revelaram fragilidades administrativas significativas em diversos institutos. Entre as principais constatações do Tribunal estão:

  • 35,3% dos institutos não realizam auditorias periódicas na folha de pagamento.
  • 30,9% não mantêm arquivo das autorizações concedidas pelos beneficiários.
  • 11,8% dos órgãos não formalizam convênios com entidades consignatárias.
  • 7,4% não exigem autorização prévia para descontos facultativos.

O relator enfatizou a necessidade de uma postura rigorosa por parte dos gestores públicos.

O zelo do gestor, principalmente depois das descobertas relacionadas aos descontos indevidos dos aposentados e pensionistas do INSS, deve ser redobrado e não se basear apenas em presunções.

Recomendações e medidas corretivas

O TCE-SC determinou o envio de recomendações para institutos específicos em cidades como Joinville, Chapecó e Balneário Camboriú, visando a digitalização ou guarda física de autorizações. Quanto à ausência de auditorias, o órgão sugeriu a criação de rotinas permanentes para conferência, orientando gestores de Florianópolis, Criciúma e Biguaçu, entre outros.

Em casos de instituições que não responderam ao questionário, como o INSPA de São Pedro de Alcântara e o FUNPREV de Timbó Grande, o tribunal aplicou de forma automática todas as recomendações preventivas emitidas para o restante do estado. A medida busca sanar riscos operacionais que podem impactar diretamente o patrimônio de quem depende dos regimes previdenciários municipais.

Francisco Araújo

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