SUS na Paraíba: Revolução no Tratamento de Câncer de Reto com Técnica Inédita que Evita Cirurgia Aberta e Colostomia Definitiva
SUS na Paraíba inova com técnica que preserva órgãos e evita colostomia definitiva em pacientes com câncer de reto.
O Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), em João Pessoa, Paraíba, realizou um procedimento inédito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que promete revolucionar o tratamento de tumores precoces de reto. A técnica de dissecção endoscópica submucosa (ESD) permite a remoção de lesões sem a necessidade de cirurgias abertas, preservando o órgão do paciente e, crucialmente, evitando a colostomia definitiva.
Este avanço, realizado através do programa Paraíba Contra o Câncer, representa um salto significativo na qualidade de vida dos pacientes oncológicos. A nova abordagem minimamente invasiva oferece uma recuperação mais rápida e segura, afastando a perspectiva de procedimentos mutiladores e a dependência de bolsas de colostomia.
O sucesso da primeira intervenção com a técnica ESD no HSGER foi celebrado pela equipe médica e pela gestão da saúde estadual, que destacam o investimento em tecnologia e capacitação como pilares para a oferta de um atendimento mais resolutivo e humanizado. A informação foi divulgada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde).
Marco Histórico para a Oncologia na Paraíba
A realização da primeira ressecção endoscópica de tumor precoce de reto pelo SUS na rede estadual é considerada um marco histórico. O procedimento foi executado pelo médico endoscopista e cirurgião-geral Victor Andrade, que ressaltou os benefícios da técnica ESD. “A técnica ESD é um procedimento minimamente invasivo e altamente preciso que permite a retirada de tumores em peça única, preservando o órgão e garantindo uma recuperação muito mais rápida e segura para o paciente, sem a necessidade de cirurgias mutiladoras, preservando o órgão e, no caso de câncer no reto, evitando uma colostomia definitiva”, explicou Andrade.
Recuperação Rápida e Sem Colostomia
O paciente Francisco de Assis, que se submeteu ao procedimento, relatou sua satisfação e bem-estar. Após ser diagnosticado com a lesão durante uma colonoscopia, ele passou pela cirurgia de urgência e recebeu alta hospitalar no dia seguinte. “Estou muito bem de saúde física e psicológica. Eu fui muito bem atendido no hospital, doutor Victor foi um gigante. Ele me preparou para o procedimento, conversou muito comigo e a equipe seguiu o mesmo padrão nota 10”, compartilhou o paciente.
Diferentemente do método convencional, que exigiria a amputação do reto e o uso permanente de uma bolsa de colostomia, além de uma cirurgia de grande porte com internação prolongada, a técnica ESD minimiza drasticamente o impacto no paciente. O médico Victor Andrade enfatizou que o procedimento convencional seria uma cirurgia de grande porte por via abdominal, com internação de ao menos uma semana.
Investimento em Tecnologia e Capacitação
O diretor hospitalar do HSGER, Cícero Ludgero, destacou que este avanço é fruto do investimento em tecnologia e da capacitação das equipes. “Este avanço só foi possível graças à visão e ao investimento na modernização dos nossos serviços”, afirmou Ludgero. Ele agradeceu à PB Saúde e ao Governo do Estado pela confiança e por acreditarem que a tecnologia de ponta deve estar ao alcance de todos os cidadãos.
O HSGER é a referência do programa Paraíba Contra o Câncer na primeira macrorregião de saúde. O diretor-superintendente da PB Saúde, Jhony Bezerra, reforçou o papel estratégico da fundação na ampliação do acesso a procedimentos de alta complexidade. “Por meio do programa Paraíba Contra o Câncer, estamos garantindo que a população seja atendida com técnicas modernas, seguras e menos invasivas”, concluiu Bezerra, parabenizando o Hospital Edson Ramalho pelo sucesso do procedimento.
