Superintendente da EMLUR Adite Falhas Críticas na Coleta de Lixo em João Pessoa e Revela Risco Iminente de Rompimento de Contrato com Empresa Responsável
Superintendente da Emlur reconhece falhas significativas na coleta de lixo em João Pessoa e sinaliza possibilidade real de rescisão contratual com empresa prestadora de serviços.
Ricardo Veloso, superintendente da EMLUR, admitiu nesta quinta-feira (7) a existência de problemas na coleta de lixo na capital paraibana. A prefeitura já tomou medidas formais e notificou a empresa responsável pelo serviço, indicando um cenário de possível rompimento de contrato.
Segundo o gestor, a administração municipal constatou dificuldades operacionais da empresa terceirizada, especialmente após paralisações ocorridas nos últimos dias. “Infelizmente, me parece que ela não está conseguindo se reposicionar dentro da operação”, declarou Veloso, indicando uma resposta insatisfatória da companhia.
O prefeito Leo Bezerra determinou a adoção de medidas mais rigorosas diante da situação. “Notificamos a empresa, inclusive com a possibilidade da rescisão contratual. Espero que ela se recoloque e não seja necessária essa medida mais drástica, mas é uma possibilidade real”, afirmou o superintendente.
Veloso explicou que parte dos problemas atuais pode ser atribuída ao crescimento acelerado de João Pessoa e ao consequente aumento na geração de resíduos sólidos. Ele destacou que, em 2019, a coleta anual era de cerca de 400 mil toneladas, número que subiu para quase 500 mil toneladas destinadas ao aterro sanitário em 2025.
O superintendente também ressaltou que períodos de chuva intensa e a realização de festas demandam um reforço operacional por parte da empresa, o que, segundo ele, não tem sido observado. “Quando há necessidade de ampliarmos essa operação, ela não corresponde”, pontuou.
Para rebater especulações, Ricardo Veloso garantiu que a prefeitura está com os pagamentos em dia. “João Pessoa não tem qualquer de suas responsabilidades em aberto com essa empresa. Está rigorosamente em dia”, ressaltou.
Apesar das críticas e da situação delicada, o superintendente enfatizou que a prefeitura deve seguir os trâmites legais antes de qualquer decisão final sobre a quebra do contrato. “A legislação nos impõe alguns procedimentos. Temos que respeitar a ampla defesa e analisar os argumentos da empresa antes de qualquer decisão definitiva”, concluiu.
