PB alerta: 2,4 mil casos de dengue podem afetar sua saúde agora
Paraíba em alerta máximo contra arboviroses: o que você precisa saber hoje
A Paraíba está em estado de atenção imediata diante de um cenário preocupante: mais de 2,4 mil casos prováveis de arboviroses foram registrados no estado em 2026. A dengue lidera esmagadoramente essas ocorrências, representando mais de 96% das notificações, com um óbito já confirmado e outros oito em investigação. Este panorama exige que a população redobre os cuidados para proteger sua saúde e a de seus familiares agora.
Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) até a 17ª Semana Epidemiológica de 2026, mostram que 2.398 casos prováveis são de dengue, 88 de chikungunya e três de zika. Embora o número total seja menor que o mesmo período de 2025, a circulação dos vírus no território paraibano continua sendo uma ameaça constante.
Quais são os sintomas para ficar atento?
A atenção aos sintomas é crucial para buscar atendimento médico oportuno e evitar o agravamento da doença. A SES-PB reforça a importância de procurar uma unidade de saúde caso você apresente:
- Febre alta
- Dor abdominal intensa
- Náuseas e vômitos persistentes
- Dor de cabeça e dor atrás dos olhos
- Manchas vermelhas na pele
Um óbito por dengue já foi confirmado na Paraíba em 2026, envolvendo um adulto jovem com outras condições de saúde que apresentou sinais de alerta. A busca por atendimento rápido é fundamental para salvar vidas.
Como se proteger e agir agora?
A proteção contra as arboviroses começa em casa. As ações de vigilância e prevenção são a principal forma de combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor das doenças. Siga estas orientações práticas imediatamente:
- Elimine focos de água parada: Verifique e elimine recipientes que possam acumular água, como vasos de plantas, pneus, garrafas e calhas entupidas.
- Comunique às autoridades: Se você identificar imóveis abandonados ou locais com possíveis focos do mosquito, informe os órgãos responsáveis do seu município.
- Atenção aos sintomas: Ao primeiro sinal de febre e dores, procure um serviço de saúde. Não se automedique.
As autoridades de saúde também estão agindo com o uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitação para aplicação de larvicidas e fortalecimento da vigilância. O Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) intensificou a identificação rápida das variantes do vírus da dengue (DENV-2, DENV-3 e DENV-4) que circulam em diferentes regiões do estado, como João Pessoa, Guarabira, Barra de São Miguel e Campina Grande.
Quem pode ser afetado pelas arboviroses na Paraíba?
As maiores incidências de casos estão concentradas na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde. Isso inclui municípios como João Pessoa, Mamanguape, Itaporanga, Princesa Isabel, Tavares e Juru. No entanto, a circulação dos vírus em todo o território paraibano significa que a atenção deve ser mantida por todos os moradores do estado.
Além da dengue, o monitoramento do Zika também foi ampliado. Uma Nota Técnica da SES-PB orienta os serviços de saúde sobre a qualificação das informações de anomalias congênitas, incluindo casos relacionados a infecções congênitas associadas às arboviroses, como a síndrome ligada ao vírus Zika. Isso visa fortalecer os bancos de dados e a vigilância epidemiológica.
Apesar da sazonalidade mais baixa em 2026 comparado ao ano anterior, a dengue ainda representa a maior parte dos registros. Por isso, a colaboração de cada cidadão é indispensável. Mantenha os cuidados simples no dia a dia para reduzir a circulação do mosquito e proteger a saúde coletiva contra complicações graves.
