Paraíba Protege Bebês: Nova Vacina Contra VSR Garante Saúde em Maternidades e CRIE

Paraíba Protege Bebês: Nova Vacina Contra VSR Garante Saúde em Maternidades e CRIE

Paraíba Amplia Cuidado de Bebês com Vacinação Contra VSR

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) deu um passo significativo na proteção da saúde infantil ao iniciar, nesta segunda-feira (2), a vacinação de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A iniciativa visa prevenir as formas graves da doença, que podem levar a complicações sérias em recém-nascidos e crianças com maior vulnerabilidade.

A aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe está sendo realizada em maternidades de referência e no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Para assegurar a cobertura estadual, a SES-PB distribuiu 527 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, garantindo que todas as unidades estivessem aptas para o início do protocolo.

Conforme divulgado pela SES-PB, o nirsevimabe, administrado em dose única, substitui o palivizumabe na rede pública. A partir de fevereiro, o imunobiológico estará disponível nas salas de vacina das maternidades de referência e no CRIE. As unidades básicas de saúde também poderão solicitar as doses para atender às necessidades específicas de suas comunidades.

Estratégia Abrangente para a Proteção Infantil

A estratégia de vacinação contra o VSR na Paraíba contempla unidades distribuídas em todas as macrorregiões do estado. Entre as unidades de referência estão o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, em Campina Grande; diversas maternidades e hospitais em João Pessoa, como a Maternidade Cândida Vargas e o Hospital Universitário Lauro Wanderley; e outras unidades importantes em cidades como Bayeux, Patos, Catolé do Rocha, Monteiro, Pombal, Sousa, Guarabira, Cajazeiras, Mamanguape, Queimadas, Itabaiana e Itaporanga.

Nirsevimabe: Um Avanço na Prevenção do VSR

O nirsevimabe será ofertado a bebês prematuros durante todo o ano, com prioridade para administração ainda na maternidade, antes da alta hospitalar. Para crianças com comorbidades, especialmente aquelas com menos de 24 meses, a proteção estará disponível durante o período de sazonalidade do VSR, que ocorre entre fevereiro e agosto. Os critérios técnicos para elegibilidade são definidos pelo Ministério da Saúde.

Entre as comorbidades elegíveis para receber o nirsevimabe estão cardiopatias congênitas, imunocomprometimento grave, doença pulmonar crônica da prematuridade, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas. Crianças com essas condições, com menos de 24 meses, podem receber a proteção em ambas as sazonalidades.

Transição e Orientações para Pais e Responsáveis

Durante o período de transição do palivizumabe para o nirsevimabe, é importante que pais e responsáveis estejam atentos. Bebês prematuros e crianças com comorbidades que receberam palivizumabe na sazonalidade de 2025 deverão concluir o esquema com o mesmo medicamento em 2026. Já os nascidos após o término da sazonalidade de 2025, que atendam aos critérios de elegibilidade, deverão receber o nirsevimabe.

No momento da aplicação do nirsevimabe, os prematuros devem ter menos de seis meses de idade, e as crianças com comorbidades, menos de 24 meses. Pais e responsáveis por crianças nascidas a partir de agosto de 2025 devem procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar os critérios e obter orientações sobre a proteção contra o VSR.

Impacto Positivo na Saúde Infantil

Márcia Fernandes, chefe do Núcleo Estadual de Imunizações da SES-PB, destacou que a chegada do nirsevimabe representa um avanço estratégico. “A incorporação do nirsevimabe fortalece a política de prevenção das infecções respiratórias graves na infância e amplia de forma significativa a proteção contra o VSR”, afirmou. Ela ressaltou que a tecnologia beneficia especialmente bebês prematuros e crianças com comorbidades, contribuindo para a redução de internações e complicações.

A incorporação deste novo imunobiológico soma-se à vacinação de gestantes contra o VSR, reforçando o compromisso do SUS com a prevenção, a equidade e o cuidado integral desde o início da vida.

Francisco Araújo

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