Paraíba confirma 14 mortes por dengue e SES-PB faz alerta para prevenção
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) confirmou, por meio de Boletim Epidemiológico, que o estado contabilizou 14 mortes decorrentes de complicações causadas pela dengue até o dia 3 de setembro de 2026. Além dos óbitos, o levantamento aponta um cenário de atenção com o aumento de 10% nos casos prováveis da doença em relação ao mesmo período de 2025.
As infecções estão concentradas em dez municípios paraibanos. São Bento, no Sertão, lidera o número de ocorrências fatais com quatro registros, seguido por Campina Grande, com dois. Outras cidades como Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé registraram um óbito cada.
Dados das arboviroses em 2026
O monitoramento da saúde pública na Paraíba indica comportamentos distintos para as principais arboviroses. Enquanto a chikungunya apresenta uma desaceleração, o vírus zika registrou um salto de 400%, somando cinco casos confirmados. A dengue segue como o maior desafio, com 6.484 casos prováveis notificados até o momento.
A análise laboratorial da SES-PB detectou a presença simultânea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue no estado. A predominância do sorotipo 3 e a circulação conjunta dessas variações aumentam a vulnerabilidade da população para quadros de reinfecção mais severos.
Prevenção e controle do Aedes aegypti
Para conter o avanço do mosquito Aedes aegypti, o Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia da SES-PB reforçou a distribuição de insumos de combate, como inseticidas e larvicidas, para os municípios. O monitoramento contínuo ocorre por meio de análises de ovitrampas e levantamentos de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa).
“A população tem um papel importante no controle e na prevenção das arboviroses. É fundamental que os cuidados para evitar a proliferação do mosquito façam parte da rotina, principalmente neste período de maior sazonalidade”, afirmou Carla Jaciara, técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB.
Orientações para diagnóstico e sintomas
A rede estadual de saúde recomenda que, diante de sintomas como febre alta, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, dores articulares, manchas vermelhas ou episódios de vômito, o cidadão busque imediatamente atendimento médico.
A automedicação é contraindicada. O uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios é perigoso, pois pode agravar quadros hemorrágicos em pacientes infectados. Para o diagnóstico preciso via teste RT-PCR, a coleta de sangue deve ocorrer entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas, nos serviços de referência da rede pública.
