Pacientes do Prontovida são transferidos às pressas após interdição ética do CRM-PB
Pacientes do Prontovida são transferidos às pressas após interdição ética do CRM-PB
Pacientes que estavam internados no Hospital Municipal Prontovida, em João Pessoa, estão sendo transferidos para outras unidades de saúde da rede municipal. A ação, que começou neste fim de semana, é uma resposta direta à interdição ética determinada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) na última sexta-feira (24).
A interdição impede o exercício da medicina em setores considerados vitais, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o bloco cirúrgico. A decisão do CRM-PB foi motivada por graves problemas na infraestrutura física do prédio, que colocam em risco a segurança de pacientes e profissionais.
Quais setores foram interditados no Prontovida?
- UTI geral
- UTI oncológica
- Enfermaria oncológica
- Bloco cirúrgico
O que acontece agora com os pacientes?
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa ativou um plano de contingência para garantir a continuidade do tratamento dos pacientes transferidos. Equipes técnicas mapearam cada caso para assegurar que as transferências ocorram de forma segura, respeitando a condição clínica de cada indivíduo.
A rede municipal de saúde absorverá a demanda oncológica e de terapia intensiva que antes era atendida pelo Prontovida. A medida visa proteger tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde dos riscos associados à precariedade do edifício.
Por que o hospital foi interditado?
A interdição ética do CRM-PB visa proteger a saúde e a segurança. O Conselho identificou problemas graves na infraestrutura física do prédio, afetando diretamente a capacidade de atendimento seguro nas áreas críticas. Essa decisão impede a atuação médica nos locais de risco até que as irregularidades sejam solucionadas.
O que o governo fará agora?
A Prefeitura de João Pessoa informou que a saída gradual de pacientes do Prontovida já fazia parte de um planejamento estratégico para a requalificação total do prédio. Com a interdição, o foco agora é acelerar as obras de reforma estrutural para sanar as irregularidades apontadas pelo CRM-PB. A expectativa é que, após as melhorias, uma nova vistoria do Conselho libere o retorno das atividades médicas no hospital.
