MPPB se Manifesta Contra Habeas Corpus de Cantor João Lima Preso por Violência Doméstica, Defesa Argumenta Incompetência do Juízo

MPPB se Manifesta Contra Habeas Corpus de Cantor João Lima Preso por Violência Doméstica, Defesa Argumenta Incompetência do Juízo

MPPB se opõe a Habeas Corpus e pede manutenção da prisão de cantor João Lima por violência doméstica

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) posicionou-se contra o pedido de Habeas Corpus apresentado pela defesa do cantor John Kennedy Martins Figueiredo, conhecido como João Lima. O artista está preso preventivamente desde 25 de janeiro, sob acusação de violência doméstica contra a esposa. O caso tramita em segredo de justiça.

O parecer, emitido pelo 5º procurador de Justiça, Luciano Maracajá, na quarta-feira (4/02), foi pela manutenção integral da decisão de primeira instância. A defesa do cantor alegava incompetência do juízo plantonista para decidir sobre a prisão e a inexistência de fundamentos suficientes para mantê-la, sugerindo a substituição por medidas protetivas.

Conforme o MPPB, a prisão preventiva foi decretada após representação da autoridade policial e parecer favorável do Ministério Público de primeiro grau. Os fundamentos baseiam-se em episódios de violência doméstica e familiar contra a mulher, atraindo a aplicação da Lei Maria da Penha.

O procurador de Justiça destacou que a Resolução 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prevê a temática da Lei Maria da Penha na atividade de plantão judiciário, incluindo a possibilidade de decretação de prisão preventiva ou temporária em casos de urgência justificada.

Escalada de violência e riscos à vítima motivam prisão preventiva

De acordo com o parecer ministerial, os fatos narrados na representação policial indicam uma série de episódios criminosos. Estes teriam começado na lua de mel e se estendido por dois meses, com uma “escalada vertiginosa no comportamento violento” do acusado. A situação culminou em ameaças após a esposa decidir sair do lar conjugal.

Para o MPPB, essa escalada de violência justifica a necessidade da prisão preventiva. O objetivo é salvaguardar a integridade da vítima e garantir a ordem pública, diante do risco iminente representado pelo comportamento do cantor. A Lei Maria da Penha busca mecanismos eficazes para coibir a violência de gênero.

Relembre o caso: denúncia da esposa e repercussão midiática

João Lima é investigado após denúncia de sua esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante. O casal oficializou a união em novembro de 2025. O caso ganhou notoriedade após a divulgação de vídeos que supostamente mostram agressões do cantor contra a esposa.

O artista se apresentou voluntariamente à Polícia Civil em 26 de janeiro, declarando colaboração com a justiça e pedindo perdão. Raphaella Brilhante formalizou a denúncia no dia 24, relatando episódios de violência física e psicológica desde o início do casamento.

No momento de ser ouvida pela delegada, Raphaella estava com o braço imobilizado devido às agressões. A advogada da vítima informou que os episódios teriam começado ainda durante a lua de mel, ressaltando o sofrimento da médica e de sua família.

Como denunciar violência contra a mulher

Para denunciar qualquer tipo de violência contra a mulher, a população pode utilizar os números 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 (Polícia Militar em casos de emergência). O aplicativo SOS Mulher PB, disponível para Android e iOS, também oferece recursos para denúncias e agiliza o apoio às vítimas.

A violência doméstica é um crime grave e a denúncia é fundamental para proteger as vítimas e garantir a aplicação da lei. O MPPB reforça a importância de mecanismos rápidos e eficazes para coibir esses atos e assegurar a segurança das mulheres.

Francisco Araújo

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