MPE vê tráfico em nomeações, mas sem prova contra campanha de Cícero

MPE vê tráfico em nomeações, mas sem prova contra campanha de Cícero

Julgamento aponta nomeações ligadas ao tráfico sem vínculo direto com campanha de Cícero

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou a existência de nomeações de pessoas ligadas ao tráfico de drogas na prefeitura de João Pessoa, mas destacou que não há provas suficientes que vinculem diretamente essas irregularidades à campanha eleitoral de Cícero Lucena (MDB) e do prefeito Leo Bezerra (PSB). A afirmação foi feita pelo procurador regional eleitoral Marcos Queiroga durante julgamento no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Quais as acusações contra a gestão municipal?

O procurador ressaltou a gravidade dos fatos investigados na Operação Território Livre, afirmando que houve um “aparato do crime organizado na Prefeitura de João Pessoa”. No entanto, ele fez uma distinção crucial entre indícios e comprovação.

Entenda as diferenças nas investigações

  • Não há comprovação direta: Diferentemente de outros casos, como em Cabedelo, onde áudios e evidências de participação foram encontrados, no caso de João Pessoa não foram identificados elementos que indiquem participação direta de Cícero Lucena na campanha.
  • Nomeações suspeitas: “Não há dúvidas de nomeações de pessoas do tráfico de drogas na prefeitura”, reconheceu Queiroga.
  • Sem ligação comprovada: Contudo, o procurador enfatizou que “sem ligação com a candidatura de Cícero”, ou seja, sem prova de que as nomeações irregulares tenham beneficiado ou sido planejadas em conjunto com a campanha eleitoral.

O que acontece agora?

O julgamento segue em andamento no TRE-PB. A decisão da corte determinará os próximos passos em relação às irregularidades apontadas e ao eventual impacto na campanha eleitoral.

Quem é afetado pelas declarações?

A declaração do procurador afeta diretamente a análise judicial sobre a campanha eleitoral de Cícero Lucena e Leo Bezerra, indicando que, apesar das graves irregularidades encontradas na prefeitura, a ligação com a campanha ainda não foi comprovada.

O procurador Marcos Queiroga, formado pela Universidade Federal da Paraíba, possui vasta experiência na cobertura de política e cotidiano, tendo passado por diversos veículos de comunicação paraibanos.

Francisco Araújo

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