Justiça paraibana impõe sigilo máximo a inquérito da polícia federal sobre graves crimes eleitorais com elo na complexa operação perfídus
Poder judiciário da paraíba eleva nível de confidencialidade em apuração federal que desvenda supostas irregularidades em eleições
O juiz Kéops de Vasconcelos, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), decretou neste domingo (2) sigilo máximo a um inquérito da Polícia Federal que apura crimes eleitorais. A investigação, que atinge o grau 5 de confidencialidade, baseia-se em elementos colhidos durante a Operação Perfídus, deflagrada pela Polícia Civil, segundo informou o portal Pop Notícias.
A Polícia Federal solicitou a medida restritiva, argumentando a necessidade de proteger as informações sensíveis e assegurar o êxito das diligências. A solicitação foi prontamente acolhida pelo magistrado.
“Considerando a existência de quebra de sigilo de dados telemáticos nestes autos e a necessidade de sigilo para o sucesso das investigações, acolho o pedido da Polícia Federal e determino que seja atribuído o grau 5 de sigilo ao presente feito.”
A Operação Perfídus, que serve de alicerce para esta nova fase de apurações, foi lançada em junho de 2026. Seu propósito original era desmantelar uma estrutura criminosa infiltrada em órgãos de segurança pública. A PF comunicou ao TRE-PB a abertura do inquérito na última quarta-feira (29), utilizando como fundamento um relatório da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba.
Devido à imposição do sigilo judicial, os nomes de quaisquer figuras políticas eventualmente envolvidas neste esquema de crimes eleitorais não foram divulgados até o momento.
