João Pessoa eleva em mais de 50% o custo da coleta de lixo em contrato emergencial assinado em meio a uma crise prolongada

João Pessoa eleva em mais de 50% o custo da coleta de lixo em contrato emergencial assinado em meio a uma crise prolongada

Capital paraibana emite novo acordo para resíduos sólidos com empresa FBF Engenharia, gerando aumento substancial nos valores praticados por tonelada em momento de persistente instabilidade

João Pessoa está prestes a trocar a empresa responsável pela coleta de lixo — mas a mudança chega acompanhada de uma pergunta que a população merece fazer: por que o novo serviço vai custar tão mais caro?

Em meio a uma crise na limpeza urbana que se arrasta desde março, a Prefeitura de João Pessoa fechou um contrato emergencial com a FBF Engenharia, Construções e Serviços Ltda. para assumir a coleta de resíduos sólidos na capital.

Até aí, uma mudança de empresa poderia ser encarada como uma tentativa de solucionar o problema. O que chama atenção, porém, é o valor.

Segundo apuração do @blogmauriliojunior, a FBF receberá R$ 260 por tonelada coletada. A empresa que vinha executando o serviço, a Inovar Ambiental, recebia R$ 168,51 por tonelada.

Na ponta do lápis, a diferença chega a aproximadamente 54% a mais por tonelada.

E é justamente aí que começa a discussão.

Se a coleta já vinha enfrentando problemas, por que a solução para a crise envolve um contrato emergencial significativamente mais caro?

A população de João Pessoa não quer apenas saber qual empresa vai recolher o lixo. Quer saber quanto isso vai custar aos cofres públicos e, principalmente, se o aumento será acompanhado por uma melhora proporcional na qualidade do serviço.

Porque pagar mais caro, por si só, não significa necessariamente prestar um serviço melhor.

O novo contrato ocorre justamente em um momento delicado para a limpeza urbana da capital, com reclamações e problemas na coleta registrados desde março. A expectativa é que a FBF Engenharia comece a operar neste sábado, dia 1º.

Agora, a bola está no campo da Prefeitura.

Qual é a justificativa para um aumento de aproximadamente 54% no valor por tonelada? O que mudou no serviço? Quais são os critérios que levaram à escolha da nova empresa? E, principalmente, o cidadão vai perceber essa diferença nas ruas ou apenas na conta?

Essas são perguntas legítimas — e que precisam ser respondidas com transparência.

No fim das contas, não estamos falando apenas de lixo.

Estamos falando de dinheiro público.

E quando o preço sobe mais de 50% em meio a uma crise, a população tem todo o direito de perguntar: quem vai pagar essa conta?

Francisco Araújo

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