João Pessoa mergulha em estado de alerta após dois dias de chuvas torrenciais que superaram 69% da média histórica de maio, provocando interdições, abrigamentos e a mobilização de um gabinete de crise institucional

João Pessoa mergulha em estado de alerta após dois dias de chuvas torrenciais que superaram 69% da média histórica de maio, provocando interdições, abrigamentos e a mobilização de um gabinete de crise institucional

Capital paraibana enfrenta severos desafios com precipitações recordes e a urgência na resposta a desabrigados e infraestrutura afetada

João Pessoa vivenciou um volume de chuvas equivalente a quase 70% da média histórica esperada para todo o mês de maio em apenas dois dias. Entre a sexta-feira, 1º de maio, e o sábado, 2 de maio, a capital paraibana registrou 196 milímetros de precipitação, um índice que corresponde a 69,5% do total médio de 282 milímetros para o período. Este cenário extremo desencadeou múltiplos transtornos na cidade, com imóveis interditados, deslizamentos de barreiras e a necessidade de realocação de dezenas de famílias, conforme dados da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec-JP).

A Compdec-JP, divulgou os dados pela prefeitura da cidade no sábado, apontou que o acumulado em 48 horas representa um impacto significativo. A intensa pluviosidade causou uma série de ocorrências críticas em diferentes pontos da capital.

Conforme um boletim da Defesa Civil de João Pessoa, emitido no sábado, até as 16h30 do mesmo dia foram contabilizados:

  • Sete imóveis totalmente interditados e um parcialmente, resultando na realocação de duas pessoas para residências de familiares.
  • Dois pequenos deslizamentos de barreiras, sem vítimas, nos bairros São José e Cruz das Armas.
  • Dezesseis famílias, totalizando 46 pessoas da comunidade Engenho Velho, encaminhadas para abrigo temporário no Ginásio Ivan Cantisani, situado no bairro Tambiá.
  • Uma idosa e seu neto em abrigamento institucional.
  • Transbordamento dos rios Jaguaribe, na comunidade São Rafael, e Gramame, no Engenho Velho, sem registros de feridos.

Diante da gravidade da situação, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) instituiu um gabinete de crise para coordenar a atuação institucional. A medida, anunciada pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, com a participação da promotora Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente, visa implementar ações coordenadas, articuladas e eficientes. O gabinete do MPPB tem como meta enfrentar os desastres ambientais, baseando-se nas recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), para mitigar os impactos severos sobre a população, a infraestrutura urbana e os ecossistemas locais.

Em um esforço de solidariedade, diversos pontos de arrecadação foram estabelecidos para receber doações. Os locais incluem o Centro de Cooperação da Cidade, no Altiplano, o Centro Cultural Tenente Lucena, em Mangabeira, e os shoppings Mangabeira e Manaíra, que funcionam das 8h às 17h para este fim.

Francisco Araújo

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