Flávio Bolsonaro promete usar maioria no Congresso para MUDAR a Constituição se eleito presidente

Flávio Bolsonaro promete usar maioria no Congresso para MUDAR a Constituição se eleito presidente

Flávio Bolsonaro sinaliza intenção de alterar a Constituição com maioria no Congresso

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6) que pretende utilizar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante um ato político em Goiânia.

O candidato disse contar com maioria na Câmara e no Senado para viabilizar as alterações, mas não detalhou quais modificações específicas pretende propor. A fala ocorreu em evento que contou com o apoio de Ronaldo Caiado (União Brasil) no segundo turno das eleições presidenciais.

Flávio Bolsonaro enfrentará o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) novamente nas urnas em 25 de outubro. No primeiro turno, Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%.

PL amplia bancadas e busca articulação no Congresso

O Partido Liberal (PL) sairá das eleições de 2026 com as maiores bancadas tanto na Câmara quanto no Senado. Na Câmara, o partido passará de 99 para 121 deputados. No Senado, a bancada aumentará de 15 para 28 integrantes.

Apesar do crescimento expressivo, o PL, por si só, não terá os votos necessários para modificar a Constituição. A aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exige dois turnos e o apoio de três quintos dos integrantes de cada Casa legislativa.

Na Câmara, são necessários 308 dos 513 deputados. Somando os 131 parlamentares do PL e do Novo, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro, ainda seriam necessárias negociações com outras legendas para atingir o quórum.

No Senado, o número exigido é de 49 dos 81 votos. O PL terá 28 cadeiras na próxima legislatura, o que também demandará alianças para aprovação de emendas constitucionais.

Presidências das Casas Legislativas em foco

O aumento das bancadas também deve influenciar as negociações para as presidências da Câmara e do Senado. No Senado, o PL pretende apresentar um candidato próprio para disputar com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, é apontado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, como o nome do partido para a disputa pela presidência do Senado. O crescimento do PL na Câmara, para 121 deputados, também amplia o peso da legenda nas articulações para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL).

GTavares

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