FIM DA ESCALA 6X1: FIESP ALERTA PARA COLAPSO ECONÔMICO E INFLAÇÃO NO BRASIL APÓS MUDANÇAS
FIESP se prepara para divulgar estudo sobre impactos da mudança na escala 6×1 no setor produtivo brasileiro.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) está às vésperas de lançar um estudo crucial que analisará as potenciais consequências da discussão sobre o fim da escala 6×1 no Congresso Nacional.
A entidade industrial demonstra profunda preocupação com a possibilidade de um “engessamento” da jornada de trabalho, argumentando que isso pode comprometer a autonomia de empresas e trabalhadores, além de impactar negativamente a economia.
A FIESP defende a importância da livre negociação entre empregadores e empregados para definir as jornadas de trabalho, considerando as especificidades de cada setor produtivo. O estudo completo será divulgado após o período de carnaval, momento em que a FIESP se pronunciará oficialmente sobre o tema.
Críticas ao engessamento da jornada de trabalho
Em comunicado enviado à imprensa, Paulo Skaf, presidente da FIESP, ressaltou que “o engessamento da jornada por via constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores”.
A Federação tem mantido diálogos com lideranças sindicais e representantes de diversos setores produtivos para discutir a questão da jornada de trabalho. A preocupação central é que a forma como o debate sobre a escala 6×1 está sendo conduzido possa levar a decisões que não respeitem a flexibilidade necessária para o mercado.
A FIESP argumenta que qualquer alteração na jornada de trabalho deve priorizar a **soberania das negociações coletivas**, um princípio fundamental previsto na Constituição Federal. A entidade acredita que a negociação direta entre as partes é o caminho mais eficaz para encontrar soluções que atendam às necessidades de todos os envolvidos.
Alerta para pressões inflacionárias e perda de competitividade
A entidade alerta que uma transição abrupta ou mal planejada, sem um correspondente aumento de produtividade ou uma efetiva redução do “Custo Brasil”, pode acarretar consequências severas.
Segundo a FIESP, a falta de adaptação e flexibilidade na jornada de trabalho resultará, **inevitavelmente, em pressões inflacionárias** e uma significativa **perda de competitividade** para o setor produtivo nacional.
A preocupação é que o aumento dos custos operacionais e a menor flexibilidade possam tornar os produtos e serviços brasileiros menos atraentes no mercado global, prejudicando o crescimento econômico do país.
FIESP defende negociação livre e flexibilidade
A FIESP reitera sua defesa pela **livre negociação entre patrões e empregados** como o modelo mais adequado para definir as jornadas de trabalho. A entidade entende que essa abordagem permite a customização das escalas, atendendo às demandas específicas de cada ramo de atividade.
A flexibilização é vista como um fator essencial para a manutenção da competitividade e para a adaptação às dinâmicas do mercado. A FIESP busca um debate transparente e baseado em dados concretos para evitar medidas que possam prejudicar o desenvolvimento econômico do Brasil.
