Filho de Prefeita firma acordo de R$ 50 mil após atropelar e matar zelador embriagado em João Pessoa
Acordo de R$ 50 mil para filho de prefeita após morte de zelador em atropelamento gera debate na Paraíba
Um acordo de não persecução penal (ANPP) entre o Ministério Público da Paraíba e Arthur José Rodrigues de Farias, de 22 anos, investigado pela morte do zelador Maurílio Silva de Araújo, foi agendado para o dia 4 de março de 2026. Arthur é filho da prefeita de Pilar, Patrícia Farias. O caso envolve um trágico atropelamento que tirou a vida do zelador.
O incidente ocorreu na Avenida Afonso Pena, em João Pessoa, quando o veículo conduzido por Arthur subiu a calçada e atingiu Maurílio, que realizava serviços de jardinagem. O jovem, que saía de uma festa de formatura, admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Maurílio chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Os detalhes do acordo, que ainda depende de homologação judicial, incluem o pagamento de R$ 50 mil aos familiares da vítima, uma prestação pecuniária a uma entidade social e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por seis meses. A informação foi divulgada pela 2ª Vara Regional das Garantias da Paraíba, conforme apurado pelo portal G1.
Detalhes do Acordo e Histórico do Caso
O acordo proposto pelo Ministério Público e aceito pela defesa de Arthur prevê o pagamento de R$ 50 mil como reparação aos familiares do zelador Maurílio Silva de Araújo. Além disso, o jovem deverá realizar uma prestação pecuniária a uma entidade social, cujo valor não foi divulgado, e terá sua CNH suspensa por seis meses. A defesa apresentou um laudo médico indicando Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) para Arthur, que não possui antecedentes criminais e preenche os requisitos legais para o ANPP.
Arthur foi preso em flagrante logo após o atropelamento. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas admitiu ter consumido álcool. Após o pagamento de fiança de R$ 15 mil, ele responde ao processo em liberdade. Câmeras de segurança registraram o momento exato em que o carro invadiu a calçada e atingiu o zelador.
Posição da Justiça e Próximos Passos
A juíza Conceição Marsicano, ao analisar o caso, ressaltou a extrema gravidade concreta da conduta, mesmo considerando que o acordo está previsto na legislação. A magistrada enfatizou que a medida não elimina a reprovação estatal nem minimiza a severidade do resultado, e que o benefício segue critérios formais legais. A audiência para analisar a homologação do acordo ocorrerá por videoconferência.
Caso o acordo seja homologado, o processo ficará suspenso até o cumprimento integral das condições estabelecidas. Se todas as exigências forem atendidas dentro dos prazos, o Ministério Público poderá solicitar o arquivamento provisório do caso. A família do zelador Maurílio Silva de Araújo aguarda por justiça.
