Epidemia silenciosa? Campinas revela mapa da dengue com 35 bairros em alerta máximo de transmissão e mais de 3 mil casos confirmados em seis meses
Secretaria de saúde detalha áreas críticas e mobiliza moradores para intensificar o combate ao Aedes aegypti e frear o avanço da doença na cidade
Trinta e cinco bairros de Campinas estão classificados com alto risco de transmissão de dengue, conforme balanço mais recente da Secretaria de Saúde. Entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, o município registrou 3.305 casos da doença. O cenário foi detalhado no 28º Alerta Arboviroses Campinas em 2026, um documento essencial para direcionar as ações de saúde pública, segundo o Diário Campineiro.
Regiões sob vigilância intensificada
A preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, se espalha por diversas regiões da cidade. O relatório aponta focos críticos em áreas específicas, exigindo atenção redobrada da comunidade e das autoridades.
- Leste: Centro, Cambuí, Jardim Conceição, Parque Brasília, Jardim Boa Esperança
- Noroeste: Cidade Satélite Íris I, Jardim São Judas Tadeu, Residencial São Luís, Jardim Campina Grande
- Norte: Jardim São Marcos, Jardim Campineiro, Vila Esperança, Jardim Santa Mônica, Parque Santa Bárbara, Parque Fazendinha, Parque São Jorge, Parque Residencial Shalon, Vila Lunardi
- Sudoeste: Jardim Melina, DIC VI, Jardim Rosalina, Jardim Yeda, Vila Palácios, Parque Residencial Vila União
- Sul: Jardim Fernanda I e II, Jardim Columbia, Jardim Puccamp, Vila Rica, Vila Pompéia
- Suleste: Jardim Paranapanema, Jardim São Fernando, Jardim Proença, Jardim Baroneza, Jardim Guarani
Bairros menores localizados no entorno dessas regiões também estão incluídos nas recomendações de vigilância. As orientações da Secretaria de Saúde estendem-se a toda a cidade, abrangendo também bairros que foram listados em alertas anteriores, mesmo que não figurem na edição atual do documento.
Mobilização cidadã e estratégias de combate
O principal propósito do alerta emitido pela Secretaria de Saúde é convocar a população para uma fiscalização rigorosa de possíveis criadouros do mosquito em suas residências. A iniciativa busca ainda fornecer informações sobre as melhores práticas para combater o Aedes aegypti e fortalecer o diálogo com os residentes das áreas que serão alvo de intervenções mais intensas para a erradicação dos focos.
Para a elaboração do material, a pasta considera uma série de indicadores cruciais. Entre eles estão a incidência de novos casos, a possibilidade de registro de novas transmissões, a necessidade de reforçar ações em imóveis de difícil acesso, a densidade populacional das áreas e a comunicação sobre o trabalho dos agentes de saúde.
Dados da Secretaria informam que, no período compreendido entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, as equipes realizaram 820.643 visitas a imóveis, com foco no controle de criadouros e na disseminação de informações educativas. Adicionalmente, foram efetuadas 53.382 ações de nebulização costal, visando a eliminação de mosquitos adultos.
Ações conjuntas entre poder público e sociedade são fundamentais para conter a expansão da dengue. A identificação das áreas de alto risco serve como um chamado à ação, enfatizando a importância da prevenção contínua e da eliminação de potenciais focos em cada lar campineiro.
