Brasil lidera mortes LGBTQIA+ no mundo; João Pessoa oferece políticas de combate ao preconceito e LGBTFobia
Prefeitura de João Pessoa fortalece políticas públicas no combate à LGBTFobia em um país que lidera mortes da comunidade
No Brasil, país que registra o maior número de mortes de pessoas LGBTQIA+ globalmente, o 17 de Maio – Dia Internacional de combate à LGBTFobia – assume um papel crucial para reflexão e orientação sobre direitos. A Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT em João Pessoa atua como ponto de apoio para informações e busca de direitos, visando a redução de violências e mortes.
Geraldo Filho, coordenador da Promoção à Cidadania LGBT, ressalta a importância da data para questionar as motivações por trás dos altos índices de violência. “Enquanto sociedade o que podemos fazer para que estes números sejam reduzidos, o que motiva tanto ódio?”, questionou Geraldo Filho. A coordenadoria oferece orientação a vítimas de LGBTFobia, assegurando que seus direitos, amparados por lei, sejam garantidos.
O processo legal para vítimas de LGBTFobia inicia com o registro de Boletim de Ocorrência em delegacias especializadas. Geraldo Filho explicou que este é o passo fundamental para que o caso avance para julgamento e os responsáveis sejam penalizados. Conforme estimativas do Supremo Tribunal Federal (STF), a pena pode chegar a três anos de prisão. A coordenadoria oferece suporte informacional para que os processos prossigam e a justiça seja alcançada.
Thamara Bernardino, coordenadora de Psicologia da Coordenadoria LGBT, destacou o papel da data em sensibilizar a sociedade sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade. Pessoas LGBTQIA+ frequentemente lidam com exclusão, preconceito, violência e rejeição familiar, o que compromete o senso de pertencimento e a autoestima. A coordenadoria proporciona um ambiente seguro e acolhedor, livre de julgamentos, fortalecendo indivíduos em um contexto social marcado pelo preconceito.
A data de 17 de Maio é um marco histórico, pois em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu a homossexualidade da lista de doenças. Desde então, o dia é dedicado a alertar a sociedade sobre a necessidade de combater a discriminação e a violência. Em 2019, o STF equiparou crimes contra LGBTQIA+ à Lei do Racismo, tornando agressões, discriminação e ofensas crimes passíveis de punição.
“Todas estas iniciativas são frutos de muita luta. É preciso educar uma sociedade que precisa viver bem com as diferenças que existem na natureza humana”, afirmou Geraldo Filho. A Coordenadoria LGBT está localizada na rua Diogo Velho, 150, Centro. Informações adicionais podem ser obtidas pelo WhatsApp (83) 99394-3402.
