Bebezinho Abandonado Morre e Caso de Adolescente que Ocultou Gravidez em Caaporã é Reclassificado para Infanticídio Consumado pela Polícia Civil Paraibana
Polícia Civil da Paraíba investiga como infanticídio consumado morte de recém-nascido encontrado abandonado em Caaporã; adolescente de 17 anos confessou abandono após ocultar gravidez da família e do namorado por medo da reação dos pais
O caso do recém-nascido que foi encontrado abandonado entre duas residências em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, e que morreu na noite de terça-feira (19) após ser resgatado com vida e internado em João Pessoa, agora é tratado pela Polícia Civil como infanticídio consumado. Inicialmente, a investigação classificava o procedimento como tentativa de infanticídio.
A mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, foi identificada e, em depoimento, confessou ter abandonado o bebê. Segundo a polícia, a jovem primeiro negou a participação no ato, mas posteriormente admitiu os fatos na presença de sua própria mãe. A reclassificação para infanticídio consumado ocorreu após o falecimento do recém-nascido.
De acordo com o delegado Everaldo Medeiros, a adolescente ocultava a gravidez da família e do namorado, temendo a reação dos pais. Ela reside em uma casa vizinha ao local onde o bebê foi encontrado.
“Inicialmente ela negou os fatos, mas na presença da mãe, ela confessou ter sido a autora do ato infracional. Comunicamos o fato ao Judiciário, que era tratado como infanticídio na modalidade tentada, porém, com o falecimento do bebê, o fato é encarado como infanticídio consumado.”
A investigação policial aponta ainda que a jovem teria ingerido chás durante a gestação na tentativa de interromper a gravidez. No início da madrugada de terça-feira (19), ela teria entrado em trabalho de parto sozinha, no banheiro de sua residência, após sentir fortes dores.
Após o nascimento prematuro, o recém-nascido foi enrolado e deixado entre duas residências, sendo localizado horas depois por moradores da região. A adolescente segue internada sob cuidados médicos e, após receber alta hospitalar, deverá ser encaminhada para a Central de Polícia Civil para ficar à disposição da Justiça.
