Adriano Galdino: “Nada mais ridículo que o pobre de direita”, critica eleitorado conservador e evangélico na Paraíba
Presidente da ALPB critica “pobre de direita” e eleitorado evangélico conservador
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), fez fortes declarações em Campina Grande, direcionando críticas a eleitores de menor renda que optam por candidatos de direita. Segundo o parlamentar, essa escolha é vista como ilógica, pois beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres.
Galdino argumentou que o eleitorado que apoia candidaturas conservadoras acaba por permitir que políticas governamentais retirem direitos das camadas mais vulneráveis da população, transferindo-os para os mais abastados. Ele enfatizou a importância de se considerar a origem nordestina e popular ao analisar essas escolhas políticas.
“Não há nada mais ridículo, nada mais imbecil que o pobre de direita”, afirmou Adriano Galdino em entrevista à imprensa local. Ele complementou dizendo que “o camarada vota para tirar os direitos que ele tem para dar aos ricos, os ricos já têm direitos demais”. As declarações foram divulgadas por veículos de comunicação na Paraíba.
O paradoxo do eleitor pobre de direita
O discurso de Adriano Galdino ressalta uma aparente contradição: eleitores de baixa renda que votam em candidatos cujas propostas, segundo o deputado, tendem a beneficiar os mais ricos. Galdino defende que essa opção é prejudicial para o próprio eleitor, que abre mão de direitos em favor de quem já possui privilégios.
A crítica se estende ao eleitorado evangélico. Galdino aconselha que os cristãos analisem os discursos dos candidatos à luz das escrituras bíblicas. Ele argumenta que a mensagem de Cristo sempre priorizou os mais pobres e humildes, e que essa perspectiva deveria guiar a escolha eleitoral.
Cristo e a opção pelos pobres
Para ilustrar seu ponto de vista, Adriano Galdino fez uma conexão direta com os ensinamentos religiosos. “A Bíblia que eu leio e a religião que eu congrego ensina que Cristo quando veio ao mundo veio para priorizar os mais pobres”, declarou.
Ele questionou qual candidato se aproxima mais do discurso de Cristo, concluindo enfaticamente: “É Lula”. Essa afirmação busca alinhar a candidatura do ex-presidente à visão cristã de priorização dos necessitados, confrontando a ideia de que candidatos de direita seriam os mais alinhados com valores religiosos.
