Lulinha Libera Sigilos Fiscal, Bancário e Telemático ao STF e PF a Pedido de Lula, Diz Advogado
Advogado de Lulinha revela entrega voluntária de sigilos ao STF e PF a mando do presidente Lula.
O coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, declarou que os sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foram entregues ao ministro André Mendonça, relator de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão, segundo Carvalho, partiu do próprio presidente Lula, que convocou o filho a retornar ao Brasil e autorizou a disponibilização irrestrita das informações aos órgãos de persecução penal.
“Ele (Lula) chamou o filho dele, o filho dele veio ao Brasil e ele disse para o filho ‘olha, eu estou pedindo para o seu advogado levar ao conhecimento da Polícia Federal e do ministro André Mendonça, que é relator de um dos inquéritos, a sua disposição voluntária e espontânea de abrir o seu sigilo fiscal, bancário e telemático, eu quero que você se apresente’”, relatou o advogado à CNN Brasil.
Defesa Apresenta Disposição Total de Lulinha
Durante agenda oficial em Brasília, Marco Aurélio de Carvalho informou ter sido bem recebido pelo ministro André Mendonça, ao qual formalizou o posicionamento da defesa. “Ministro, eu estou aqui em nome do presidente para abrir as contas do Fábio, para colocar o Fábio à disposição da Justiça, para prestar qualquer esclarecimento que porventura se faça necessário”, disse o defensor.
O advogado também mencionou ter conversado com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em um evento público. Na ocasião, reiterou a total disposição de Lulinha em colaborar com as autoridades e prestar depoimentos, caso seja convocado.
No entanto, de acordo com Carvalho, a própria Polícia Federal teria sinalizado que não possuía elementos probatórios suficientes para sequer ouvir Fábio Luís, classificando o escopo das apurações como desproporcional.
Investigações em Andamento no STF
Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF a partir de julho. As investigações, sob a relatoria dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, apuram supostos crimes de tráfico de influência e corrupção relacionados a empresas e à administração federal.
As apurações tiveram início após a proximidade do investigado com Roberta Luchsinger, que é alvo da Operação Sem Desconto. Essa operação investiga fraudes em benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Defesa Critica Falta de Sustentação Jurídica
Marco Aurélio de Carvalho considera que as investigações carecem de sustentação jurídica e persistem apenas devido ao sobrenome familiar de Fábio Luís. O advogado criticou a falta de “coragem” da Polícia Federal para promover o arquivamento das peças investigativas.
Segundo a defesa, Lulinha, que reside atualmente na Espanha de forma modesta, retornará ao Brasil imediatamente caso seja formalmente intimado pela Justiça.
