Ex-prefeito é investigado pela PF por suspeita de superfaturamento em obra, na PB
Investigação sobre o mercado público de Alagoa Grande
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades na execução das obras do Mercado Público de Alagoa Grande, no Brejo da Paraíba. A investigação, solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), foca em denúncias de superfaturamento e desvio de verbas públicas.
Os procedimentos sob análise ocorreram durante a gestão do ex-prefeito Antônio da Silva Sobrinho, que administrou o município entre 2021 e 2024. Segundo o MPF, os recursos utilizados na obra são provenientes de transferências especiais federais.
Indícios de irregularidades na execução
O documento que embasa o inquérito aponta inconsistências tanto nos valores financeiros aplicados quanto na execução física do projeto. Há suspeitas de que o montante empregado na construção não condiz com a realidade da obra entregue, levantando a necessidade de aprofundamento das investigações para identificar os responsáveis pelos possíveis desvios.
Existem indicativos de superfaturamento e inconsistências na execução física das obras, que teriam sido custeadas com recursos provenientes de transferências especiais federais.
Desafios da atual gestão
Após o encerramento do mandato de Antônio Sobrinho em 2024, a administração atual, comandada pelo prefeito Neto Carneiro, relatou dificuldades para viabilizar a abertura do Mercado Público. Equipes técnicas das áreas de engenharia, licitação e jurídico identificaram diversas falhas na estrutura.
Devido à necessidade de garantir a segurança dos comerciantes, o local passou por novas intervenções. Atualmente, o mercado está em funcionamento, mas as apurações sobre os atos da gestão anterior seguem sob sigilo e responsabilidade da Polícia Federal.
