Vestígios de crimes terão mais ‘segurança jurídica’ nas investigações de homicídios em CG

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A Delegacia de Homicídios de Campina Grande começou a utilizar um novo procedimento nas investigações de crimes, acondicionando tudo o que for apreendido em envelopes específicos de segurança, garantindo assim o registro de toda a “cadeia de custódia” dos vestígios.

O Procedimento é de grande importância para o Inquérito Policial, pois preserva com mais eficiência os vestígios encontrados em locais de crime.

As quatro equipes da Delegacia de Homicídios receberam os quites com envelopes específicos, seguindo padronização determinada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública. É a primeira delegacia a implantar o procedimento, como projeto piloto no estado.

“Isso proporciona maior segurança jurídica nas provas colhidas durante a fase inquisitorial da persecução penal, que é justamente o trabalho investigativo da Polícia Civil”, disse a delegada titular do setor, Nercília Dantas.

1ª do Norte/Nordeste

Os vestígios colhidos em locais de crime têm como primeiro destino o Instituto de Polícia Científica (IPC), onde fica a Central de Custódia de Vestígios (CCV). Os peritos analisam os materiais, e o resultado dos exames pode contribuir para a condenação ou absolvição dos futuros réus.

Já em dezembro de 2020, a CCV em João Pessoa recebeu a visita de peritos da Polícia Federal e assessores técnicos de Brasília, que vieram conhecer os procedimentos adotados na Paraíba.

“Fomos o primeiro estado do Norte/Nordeste a cumprir o que determina a Lei Anticrime, no que se refere à Central de Custódia de Vestígios”, destacou o diretor do IPC, Marcelo Burity.

Destaque nacional

A forma como a Polícia Civil da Paraíba investiga os crimes de assassinato ganhou destaque no mais recente relatório divulgado pelo Instituto Sou da Paz, do Rio de Janeiro, que acompanha o número de homicídios e o índice de elucidação desses crimes, em todos os estados do país.

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Fonte: Ascom/Polícia Civil da Paraíba