Minissérie da Globo ganha destaque na imprensa americana: “Liberal e feminista”

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Marjorie Estiano e Nanda Costa protagonizam a minissérie Entre Irmãs. (Foto: Divulgação)
Marjorie Estiano e Nanda Costa protagonizam a minissérie Entre Irmãs. (Foto: Divulgação)

Sucesso na Globo no início deste ano, a minissérie Entre Irmãs, oriunda do filme homônimo lançado em 2017, ganhou destaque na mídia norte-americana. No último domingo (08), a Variety, uma das mais maiores revistas de cinema e TV do país, publicou uma extensa reportagem sobre a produção, que é uma das apostas da emissora carioca no MIP TV, evento audiovisual realizado em Cannes, na França.

A publicação aproveitou o momento de grande discussão a respeito do empoderamento das mulheres no cinema e na TV americana para fazer relação com Entre Irmãs, que é protagonizada por Nanda Costa e Marjorie Estiano, e escrita por Patrícia Andrade. A revista chegou a classificar a obra como uma “ficção liberal e feminista”.

Recentemente, a novela A Força do Querer, que coincidentemente conta com protagonistas mulheres e tem autoria de Gloria Perez, também ganhou destaque na imprensa americana, que ressaltou o domínio feminino da produção, e chegou a classificar a autora como “rainha das novelas”. Apesar do destaque das mulheres — tanto na parte artística como na criativa — não ser nenhuma novidade nos folhetins globais, a Variety afirmou que a emissora está promovendo uma “revolução” feminina, dando mais destaque às mulheres em cargos importantes da sua dramaturgia.

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Em entrevista à revista, Patrícia falou sobre a estratégia da Globo de auxiliar na produção do filme para depois exibi-lo na TV em formato de minissérie. “A história foi concebida para os dois formatos. É uma estratégia para garantir que o produto atraia o máximo de pessoas possível. Na minha opinião, são linguagens diferentes que se complementam”, disse.

A roteirista ainda comentou sobre a versão estendida que a minissérie ganhou no Globo Play, e as diferenças do produto para a TV e para o streaming. “Em termos de estrutura narrativa, não fiz essa distinção em Entre irmãs. Aconteceu durante a edição. Ela, na minha opinião, nada mais é do que um novo roteiro, no sentido de que permite mudar a narrativa sem alterar seu núcleo. Como tínhamos muito material filmado, era muito difícil decidir o que seria deixado de fora. A diferença entre a transmissão televisiva e as plataformas online é que esta última oferece mais liberdade. No entanto, independentemente do formato, tento sempre tentar alcançar as emoções primordiais das pessoas. Como escritora, aprecio emoções”, declarou.

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