Autora de Espelho da Vida revela inspiração em história real para escrever novela

Rafael Cardoso (Danilo Breton) e Vitoria Strada (Julia Castelo) em Espelho da Vida (Foto: Reprodução/Globo)
Rafael Cardoso (Danilo Breton) e Vitoria Strada (Julia Castelo) em Espelho da Vida
(Foto: Reprodução/Globo)

Autora de Espelho da Vida, nova novela das seis da Globo, Elizabeth Jhin se inspirou em uma história real para escrever a trama de Júlia Castelo (Vitoria Strada), a mocinha assassinada pelo noivo, Danilo Breton, vivido por Rafael Cardoso.

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Aluna da primeira turma da oficina de roteiros da Globo, Jhin atuou durante 15 anos como colaboradora de grandes autores. Em 2007 escreveu Eterna Magia, sua primeira novela, sob a supervisão de Silvio de Abreu. Depois, Escrito nas Estrelas (2010), Amor Eterno Amor (2012) e Além do Tempo (2015). Agora, a novelista assina Espelho da Vida, um folhetim que apostará em viagem no tempo para desvendar o misterioso assassinato de Julia Castelo.

Como você define a novela e quais foram suas principais referências?
A novela é essencialmente uma história de amores e dores que atravessa o tempo, com muito mistério, mas sem abandonar o humor e a leveza. Acredito que o tema possa trazer esperança para nossas vidas. Sempre li muito sobre o tema de vidas passadas, viagem no tempo e, para essa novela, assisti também a muitos filmes que abordam o assunto. Acho que a maioria das pessoas gostaria de brincar com a ideia de voltar ao passado para poder mudar alguma coisa.

Como surgiu a ideia da novela?
Ainda estava escrevendo ‘Além do Tempo’ quando surgiu a ideia. Pensei em contar a história da gravação de um filme dentro da novela, mostrando os bastidores, a produção, o elenco. Uma espécie de metalinguagem. Uma amiga museóloga de Salvador me falou sobre o caso de uma jovem, Julia Fetal, assassinada pelo noivo, na cidade, no século XIX, e me inspirei nela para criar minha Julia Castelo. Minha intenção foi usar três tempos: o passado, o presente e o tempo do filme. E tudo acontecendo concomitantemente para que as pessoas acompanhem as situações e torçam pelos personagens das duas épocas.

A autora Elizabeth Jhin no lançamento de Espelho da Vida (Foto: Globo/Cesar Alves)
A autora Elizabeth Jhin no lançamento de Espelho da Vida
(Foto: Globo/Cesar Alves)

Cris ficará dividida entre amores que habitam diferentes dimensões? Acha que o público ficará também dividido?
Acredito que o público se envolverá com a história de Cris e ficará com vontade de descobrir tudo que aconteceu com Julia Castelo, e também entender quem já fazia parte da história de Cris desde sua vida passada. E, assim como Cris, acho que o público ficará dividido na torcida para que ela opte por um deles. Tanto Danilo quanto Alain são homens cativantes e interessantes. Mas, claro, há o fato de serem de diferentes dimensões, o que complica ainda mais a situação.

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Como você definiria o sentimento de Cris ao viver essa experiência transcendental?
Espanto, medo, curiosidade, fascínio, esperança. Tudo isso em doses absolutas.

Você acha que mostrar os bastidores de um filme é um diferencial da trama?
Acho que o público gosta de ver um pouco do que acontece nos bastidores de um filme ou de uma novela.  Os atores são pessoas como as outras, com seus amores, dúvidas, defeitos e qualidades.  Vamos tratar desse universo de forma leve e divertida.

Qual a importância do mistério na trama?
O mistério ajuda a contar a história e instiga o público. A cada viagem de Cris ao passado ela faz uma nova descoberta que liga sua vida anterior, como Julia, à sua vida como Cris. Ela vai descobrindo que pessoas que fazem parte de seu cotidiano já estavam em sua história há muito tempo, o que pode impactar sua maneira de ver as coisas e as pessoas que a cercam na atualidade. Tudo acontece porque ela deseja desvendar o mistério sobre quem realmente matou Julia Castelo. E essa descoberta vai impactar fortemente a trama.