Suspeito confessa assassinato de jornalista Dom Phillips e indigenista Bruno Pereira na Amazônia

O caso envolvendo o desaparecimento e a morte de Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips pode ter sido solucionado. A Polícia Federal investiga uma confissão feita por um dos suspeitos presos. Segundo fontes da Polícia Federal, as vítimas foram mortas, esquartejadas e tiveram os corpos incinerados. O suspeito informou aos policiais que não foi o “responsável pela execução”, mas que ajudou a esconder os restos mortais e mostraria o local aos investigadores.

O investigado foi levado pela PF, nesta quarta-feira (15), para o possível local do desaparecimento. A expectativa é que ele indique onde o crime foi cometido. A embarcação da PF subiu o rio Itaquaí em direção a Atalaia do Norte/AM. O suspeito estava totalmente coberto, não sendo possível saber se se tratava de Amarildo Oliveira, conhecido por ”Pelado”; seu irmão, Oseney de Oliveira, também conhecido por ”Do Santos”.

Os peritos da Polícia Federal também analisam restos orgânicos encontrados na floresta. A expectativa é que o laudo sobre as vísceras, provavelmente humanas, saia até sexta-feira (17).

No domingo (12), a PF confirmou que a mochila com pertences encontrada pelo Corpo de Bombeiros do Amazonas pertencia ao jornalista britânico Dom Phillips. O comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal, divulgou uma nota informando que dentro da bolsa tinha objetos dele e de Bruno Pereira. Segundo a nota, foram percorridos cerca de 25 km, com procuras minuciosas pela selva, em trilhas existentes na região, áreas de igapós e furos do Rio Itaquaí. “Na região onde se concentraram as buscas foram encontrados objetos pessoais, sendo um cartão de saúde em nome de Bruno Pereira.” Além disso, tinha uma calça preta e um chinelo preto que pertecem a Bruno e mais dois pares de botas — um de cada.

Fonte: Correio Braziliense

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