Sessão especial de autoria da vereadora Carol Gomes debateu o Autismo e mostrou o panorama dos atendimentos em CG

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Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou, na manhã desta terça-feira (11), uma sessão especial, de iniciativa da vereadora Carol Gomes (PROS), para debater assuntos relacionados ao Abril Azul, mês de conscientização do Autismo.

A sessão contou com a presença do secretário de saúde, Filipe Reul, da primeira-dama e psicóloga, Juliana Figueiredo, da coordenadora de Saúde Mental, Lívia Sales, da coordenadora do Centro Campinense de Intervenção Precoce, Adriana Costa, da diretora do Centro Especializado em Reabilitação, Lorena Macedo, da coordenadora da pessoa com deficiência, Edna Silva, e da fonoaudióloga, Paula Campos.

Carol Gomes, que atualmente encontra-se como presidente da Comissão de Saúde e Bem Estar Social da CMCG, e integrante da Frente Parlamentar de defesa de políticas de atenção às Pessoas com Doenças Raras e às pessoas com Transtorno de Espectro Autista, iniciou a sessão falando da sua ligação com a temática.

“Essa é uma luta que faz parte da minha vida. Enquanto fisioterapeuta, atendi meu primeiro paciente autista no ano de 2005, e desde então tive a oportunidade e sensibilidade de abraçar essa causa. Também tive a honra de fazer parte da equipe fundadora do Caps Infantil Centro de Intervenção Precoce”, relatou a parlamentar.

A fonoaudióloga Paula Campos iniciou a explanação da fala dos convidados ressaltando a importância da equidade, e do se dispor a ouvir e entender o autismo não como uma doença, e sim como uma condição.

O secretário de saúde, Filipe Reul, ressaltou a importância dessa discussão para o município, e a busca da secretaria em investir na atenção multidisciplinar para esse público.

De forma emocionada, a primeira-dama, Juliana Figueiredo, que é psicóloga, destacou algumas ações realizadas na gestão do prefeito Bruno Cunha Lima, como a reinauguração do Capsinho e do Ambulatório de Saúde Mental Ivânia Rodrigues dos Santos, no Centro de Saúde do Catolé. “Mesmo com a pandemia, futuramente queremos olhar para trás e ver que fizemos um bom trabalho”, declarou.

Lívia Sales, psicóloga e coordenadora de saúde mental do município, trouxe dados importantes em sua fala, como a existência de em média 70 milhões de pessoas autistas em todo o mundo, sendo aproximadamente 2 milhões no Brasil.

“Estamos falando de cuidados ao longo de toda a vida. Por isso é importante investirmos na capacitação de profissionais, para que habilidades sejam desenvolvidas em todos os contextos. Vivemos uma pandemia da Saúde Mental. Cada um pode ser uma peça fundamental no combate aos estigmas sociais”, salientou.

Edna Silva, coordenadora da pessoa com deficiência, pôde falar do trabalho que vem sendo desenvolvido pela pasta, como a capacitação de servidores para atender e lidar com pessoas com deficiência, buscando um olhar diferenciado para esse público. Edna também informou o processo que está sendo planejado de mapeamento de população autista em Campina Grande.

A coordenadora do Capsinho, Adriana Costa, sinalizou que nos últimos meses, devido à pandemia, as mães estão conseguindo identificar com mais frequência sofrimentos psíquicos em seus filhos. Desse modo, reforçando a importância da intervenção precoce no tratamento eficaz.

Lorena Macêdo, diretora do CER – Centro Especializado em Reabilitação, informou que atualmente a entidade tem 222 pessoas com TEA em atendimento clínico, sendo que 90 delas recebem acompanhamentos de outras terapias.

Finalizando a sessão, Joelma da Silva, que tem dois filhos autistas, subiu à tribuna para falar um pouco dos desafios e superações do cotidiano autista. Joelma agradeceu o espaço para falar de algo tão delicado, e revelou que no início demorou a aceitar a condição dos filhos.

A convidada se emocionou, e emocionou aos presentes, ao dizer que criou os seus filhos sozinha, e foi no Capsinho que encontrou o acolhimento e apoio necessários. Também solicitou às autoridades competentes investimentos em projetos de educação inclusiva para o município.

A vereadora Carol concluiu dizendo que “fazer com que, cada vez mais, o tema seja discutido, para que todos entendam, ajudem e trabalhem mais a inclusão e a importância do diagnóstico precoce é um dos seus objetivos como vereadora e como profissional da saúde”.