Serviço do Pronto Atendimento em Saúde Mental ajuda a evitar suicídio e salvar vidas

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O Pronto Atendimento em Saúde Mental (Pasm) da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) registrou 61 atendimentos de pessoas que tentaram suicídio, neste ano. O serviço, que funciona no Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma) ajuda a evitar suicídio e salvar vidas.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), 96% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, como depressão. A ABP realiza a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, um cuidado que, conforme a entidade, deve ocorrer o ano inteiro.

O Pasm atende casos de urgência e emergência em saúde mental de pacientes com idade partir de 18 anos, de João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux e Conde. Entre os meios de agressão contra a vida, a unidade hospitalar aponta maior ocorrência de casos de ingestão de medicamentos e do uso de objetos perfurocortantes. Já em relação à faixa etária, a maior incidência está entre pessoas de 25 a 59 anos, seguidas da faixa etária de 20 a 24 anos.

“É muito importante observar o comportamento da pessoa, se fica isolada da família, se tem histórico de depressão, alteração de comportamento ou atos de automutilação”, alerta Emanuelle Rodrigues, médica psiquiatra do Pasm. “Às vezes, a pessoa tem consciência de que pode atentar contra a própria vida, chama o Samu e pede ajuda”, completa.

No Pasm, o paciente conta com apoio de uma equipe multidisciplinar, que dispõe de médico psiquiatra, psicólogo, assistente social, enfermeiro, técnicos de enfermagem e equipe de apoio. O atendimento desses profissionais acaba sendo determinante para salvar vidas.

“Durante o atendimento, a gente vê a necessidade da aplicação de medicação, se o paciente precisa ficar em observação. Aqui ele pode ficar até 72 horas ou ser encaminhado para outros serviços da Rede Municipal de Saúde”, explica Emanuelle Rodrigues.

Outros serviços – A rede de saúde mental de João Pessoa também conta com quatro Centros de Apoio Psicossocial (Caps), instituições destinadas a acolher pessoas com transtornos mentais e persistentes ou que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas. Esses centros substituem a internação psiquiátrica, buscando a reinserção social através do tratamento.

Nesses locais, os pacientes recebem acompanhamento médico e psicológico, além de participarem de oficinas, grupos terapêuticos, atividades esportivas e culturais com a finalidade de integrá-los em um ambiente social e cultural junto às famílias.

Para acessar o serviço, o usuário precisa apresentar o RG, CPF, Cartão SUS e comprovante de residência. Confira a relação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps):

Caps Infanto Juvenil Cirandar – Localizado na Avenida Gouveia Nóbrega, S/N – Roger. Funciona de segunda a sexta-feira – das 7h às 11h | 13h às 17h. Contato: 3214-6079

Caps III – Caminhar – Localizado na Rua Paulino dos Santos Coelho, S/N – Jardim Cidade Universitária. Funciona de segunda a sexta-feira – das 7h às 11h | 13h às 17h. Contato: 3218-7008

Caps AD III David Capistrano da Costa Filho – Localizado na Rua José Soares S/N – Rangel. Funciona de segunda a sexta-feira – das 7h às 11h | 13h às 17h. Contato: 3218-5244.

Caps Gutemberg Botelho – Localizado na Av. Minas Gerais, 409 – Bairro dos Estados. Funciona de segunda a sexta-feira – das 7h às 11h | 13h às 17h. Contato: 3211-6700