Sérgio Moro destruído em poucos meses, o golpe que Lula e o PT levou décadas para construir

Criada há 35 anos por um grupo heterogêneo composto de acadêmicos de esquerda, líderes sindicais e católicos identificados com a Teologia da Libertação, levantou a bandeira da justiça social e a moralização da vida pública e prepare-se para lutar contra “tudo que está aí”, para garantir os direitos dos trabalhadores e a inclusão na vida econômica do miserável, abandonado na periferia da metrópole e nos grotões do interior. Depois de mais de 20 anos, ao custo de negar os fundamentos de suas idéias, adquiriu o poder e permanece lá até hoje, de braços dados com os líderes políticos mais para trás do que antes de lutar. Hoje, o PT”, ou ele muda ou termina,” de acordo com o anátema lançado por um de seus muitos ativistas desiludido, senadora Marta Suplicy.

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Outro duro testemunho sobre o fantasma do PT foi dado por um de seus apoiadores, pela primeira vez, o dominicano Frei Betto, que no primeiro mandato de Lula, em 2003, coordenou a implantação do programa Fome Zero, logo substituído pelo Bolsa Família. Substituição que, aliás, levou ao abandono voluntário do Frei Betto, do governo, por razões que deixa claro em uma longa entrevista concedida à coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy, publicado em o Estado de 30 de março.

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Diz o religioso dominicano que hoje estamos testemunhando o “início do fim” do PT. Mas, provavelmente, e, compreensivelmente, ser tomada pela memória afetiva que o conecta com os líderes e a história do PT, e “apesar de todos os pesares”, Frei Betto, acredita que a 12 anos de governo do PT, até agora, “foram os melhores da nossa história republicana”. O que não impede você de colocar o dedo na ferida, indo diretamente para a questão central que faz com que sua desilusão com o partido de Lula: “PT “trocados” um projeto de Brasil por um projeto de poder”. E isso se reflete no fato de que não se concretizou até hoje, “nenhuma reforma da estrutura, nenhum desses prometeu nos documentos originais do PT.” E cita: “Nem o (reforma) da terra, nem imposto, nem a política. E aqui podemos acrescentar: nem a educação, nem o urbano. Em suma, o que falta ao governo – e desde 2003 é o planejamento estratégico”. Em outras palavras, um projeto de País.

Para Frei Betto, os governos do PT têm ajudado a facilitar “o acesso dos brasileiros aos bens pessoais, mas não para os bens sociais”. E explica: “Se nós estamos em um barraco da favela, dentro tem TV a cores, micro-ondas, máquina de lavar roupa” e muitos outros bens de consumo. “No entanto, esta família continua no barraco sem saneamento básico, em um emprego precário, sem acesso à saúde, educação, transporte público e garantia de qualidade. O governo facilitou o acesso dos brasileiros aos bens pessoais, mas não para os bens sociais.”

FONTE: www.noticiasbrasilonline.com.br

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