Secretaria de Saúde alerta para arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti

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Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus, que são vírus onde o principal transmissor é um artrópode, que pode ser um mosquito ou carrapato. Existem 545 espécies de arbovírus, onde 150 causam doenças em seres humanos. As arboviroses mais comuns são as transmitidas pelo Aedes aegypti, como o Zika vírus, febre chikungunya, dengue e febre amarela.

Além de possuírem o mesmo vetor de transmissão, essas doenças possuem sintomas semelhantes e podem causar o desenvolvimento de complicações neurológicas, como encefalites, choque hemorrágico, Síndrome de Guillain Barré e outras doenças neurológicas. Uma das principais complicações é a microcefalia em recém nascidos de mães que adquiriram o Zika Vírus durante a gestação.

Como o vetor de transmissão é o mesmo, as formas de evitar contrair as doenças também. O Aedes precisa de água parada para proliferar, portanto, o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, épocas quentes e úmidas. No entanto, o cuidado com a higiene e evitar deixar água parada são fundamentais, uma vez que os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as condições propícias para o seu desenvolvimento.

“Todos têm a responsabilidade em suas casas de evitar locais que acumulem água procurando eliminá-los com medidas simples e que já são de conhecimento comum para evitar o criadouro para o Aedes. É importante lembrar também que, embora algumas pessoas acreditem que apenas em casas com jardim e quintal podem ter focos do Aedes aegypti, dentro dos apartamentos e nas áreas comuns de condomínios residenciais também existem lugares que podem acumular água e se tornar criadouros”, destaca Alcileide Moura, chefe da seção de vetores da secretaria de saúde.

Quem souber de localidades com possíveis focos do Aedes aegypti, pode denunciar por meio do Disk Dengue, através do número 3214-5718. Quem apresentar os sintomas de uma das doenças deve procurar sua Unidade de Saúde da Família de referência e, em casos mais graves é preciso buscar assistência em uma porta de urgência, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais que atuam como porta aberta para urgências.

Mosquito – O Aedes aegypti tem em média 0,5 cm de comprimento e prefere o ambiente úmido para colocar seus ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.

Em arboviroses, arbovírus é adquirido pelo vetor, nestes casos o Aedes, através do contato com um ser humano ou com um animal contaminado e é transmitido às pessoas durante a picada.

Dengue – A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Em João Pessoa, segundo a Vigilância Epidemiológica, neste ano já foram registrados 380 casos de dengue. Em 2020, nos quatro primeiros meses, o número de casos confirmados foi de 1.255.

Zika – Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo Zika vírus não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dor leve nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após três ou sete dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica municipal, no primeiro quadrimestre de 2020 foram registrados 13 casos de Zika. Este ano, no mesmo período, também foram contabilizados 13 casos.

Chikungunya – Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dor intensa nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito, podendo ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez e depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida.

O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica da Capital, de janeiro a abril de 2020, 144 pessoas foram diagnosticas com Chikungunya, já neste ano, o número é de 62 casos.