Saiba como começar a investir com R$ 300 por mês

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Se você quer começar a investir em 2021 e não sabe quais investimentos considerar primeiro, leia neste texto sobre algumas alternativas. Você pode iniciar seus rendimentos com R$ 300 por mês. Com esse valor é possível ter uma carteira variada, dependendo de qual opção você escolher, para isso é preciso reconhecer os seus objetivos e os prazos em que deseja que sejam atingidos.

Veja alternativas em renda fixa e renda variável, esta última para quem tem disposição para encarar mais riscos e já conta com reserva de emergência disponível:

Renda fixa

Para quem está começando suas aplicações, ainda que a renda fixa não esteja em sua melhor fase, ela é a mais indicada para os iniciantes.  Isso porque mesmo os rendimentos estando baixos por causa da Selic, taxa básica de juros, em 2% ao ano, a renda fixa ainda é importante e boas opções com rendimento de 135% e até 170% do CDI que oferecem liquidez ou retorno no curto prazo podem ser encontradas no catálogo das corretoras.

A primeira opção para investir os seus R$ 300 por mês é o Tesouro Direto que oferece o Tesouro Selic (recomendado para reserva de emergência em razão da liquidez diária). Já pensando em investimentos de médio e longo prazo (viagem, carro, aposentadoria..), o investidor pode deixar seu dinheiro em Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+.

Esses investimentos em renda fixa podem ser adquiridos com aproximadamente R$ 36, daí é possível usar os seus R$ 300 para diversificar sua carteira de acordo com os seus objetivos. Além disso, quem já investe em renda variável também é aconselhável que tenha investimentos em renda fixa, pois se suas chances darem errado no maior risco, ainda terá aplicações em um lugar mais seguro, é aquele famoso ditado de não colocar os ovos em uma cesta só.

Os CDBs também são boas alternativas, porém geralmente para investir com valores mais baixos, de R$ 100 até R$ 300, os prazos de resgate são maiores, os CDBs com resgate mais rápido pedem a partir de R$ 1.000. O mesmo acontece com LCI e LCA que não são liberados em valores mais baixos, mas em compensação são isentos de impostos.

Renda variável

Já na renda variável, além das ações negociadas na Bolsa tanto de empresas nacionais quanto BDRs (de empresas internacionais), também há fundos imobiliários, fundos de ações, fundos que acompanham índices (ETFs), como o BOVA11, que acompanha o índice Ibovespa, da bolsa de valores brasileira.

De acordo com Fabrizio Gueratto, do canal 1Bilhão Educação Financeira e colunista do E-Investidor, “O fundo de investimento multimercado, o FIM, também é renda variável, apesar de misturar renda fixa. O investidor pode começar escolhendo uma ou outra opção para sentir o mercado.”

Para quem não tem grandes fortunas, o especialista sugere tomar cuidado para quem não entrar da cara na renda variável, por causa do risco de perda. O melhor é começar colocando pouco dinheiro e aquilo que não fará falta, pois no final perdas podem acontecer significando muito para o orçamento.

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