Renault poderá abdicar de alguns modelos a fim de reduzir custos

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Renault poderá abdicar de alguns modelos a fim de reduzir custos
Renault poderá abdicar de alguns modelos a fim de reduzir custos

De acordo com informações avançadas pela agência Reuters, fontes próximas do Grupo Renault afirmam que a construtora francesa planeia reduzir a sua gama de monovolumes e sedans familiares em virtude de novos Crossovers e SUVs — que têm sido uma nova tendência do mercado.

A existência de uma grande variedade de modelos é positivo na hora de o consumidor escolher o veículo que mais agrada a cada família, no entanto, isso acarreta alguns problemas para as construtoras, principalmente ao nível dos custos de produção e de logística.

Basta lembrarmo-nos do que fez o Grupo PSA, nos últimos anos. É certo que não podemos comparar a dimensão e ambição de cada um. Enquanto a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi levou a uma expansão para outros continentes (graças às diferenças culturais de cada uma das marcas), o Grupo PSA tem-se mantido focado no velho continente.

Este reforço vem numa altura em que a “Renault-Nissan Alliance” se encontra fragilizada face às acusações do governo japonês a Carlos Ghosn, Chairman da Renault e ex-CEO da Nissan. Com a queda de Ghosn, a Renault pretende cortar custos no valor de 2 mil milhões de euros.

O mercado europeu, ao que tudo indica, irá sofrer uma retração, pelo que refere uma das fontes que “[…] o projeto final ainda não está completamente pronto, no entanto, tanto a Espace, a Scenic (o monovolume compacto da marca) e a berlina Talisman devem ser já considerados como descartados para o futuro do grupo, pelo que é praticamente certo que estes modelos parem de ser fabricados (no futuro)”.

À semelhança do que acontece com a parceira Nissan, a construtora francesa pretende investir “[…] menos em monovolumes e sedans, mas um foco maior em Crossovers e SUVs”, referiu a mesma fonte. O planeamento estratégico a ser apresentado no próximo dia 28 de maio pela construtora japonesa, mostrará o enfraquecimento do mercado europeu em virtude de grandes potências como os Estados Unidos, a China e o Japão.

De realçar que, dentro do catálogo do Grupo Renault devem existir mais de 40 modelos diferentes, o que se traduz em custos mais elevados (como mencionado anteriormente por uma fonte). A agravar ainda mais este problema, a pandemia de coronavírus que provocou em toda a indústria automóvel prejuízos avultados. A fabricante Renault, detida em 15% pelo estado francês poderá contar com um apoio estatal de 4 ou 5 mil milhões de euros para minimizar os problemas daí resultantes.

Fonte Autoblog

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