Remanejado, Nonato Bandeira volta à Comunicação do governo

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Remanejado, Nonato Bandeira volta à Comunicação do governo
Remanejado, Nonato Bandeira volta à Comunicação do governo

O suspense em torno da escolha do substituto de Luís Tôrres na secretaria de Comunicação Institucional do governo da Paraíba acabou com a publicação, no Diário Oficial, da nomeação do jornalista Nonato Bandeira para o posto, tendo como adjunto Fábio Barros, que, por sua vez, sucede a Sebastião Lucena, devolvido aos quadros da Procuradoria do Estado. O governador João Azevêdo (PSB) optou por efetivar na Secom um profissional experiente, com trânsito nos mais variados meios de comunicação da Paraíba e do Sul do país. Nonato Bandeira vinha ocupando a secretaria de Governo, que passa a ser exercida por Edvaldo Rosas, expoente da direção estadual do Parrtido Socialista Brasileiro.

Secretário de Governo desde o início da atual gestão, Bandeira deixa a pasta que passa a ser comandada pelo presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas. Para a Secretaria Executiva de Comunicação, João Azevêdo nomeou o advogado Fábio Barros Araújo.

Nonato Bandeira, que se formou em Comunicação pela Universidade Federal da Paraíba e foi presidente da Associação Paraibana de Imprensa, além de atuar na política-partidária como dirigente do PPS, foi secretário de Comunicação do ex-governador Ricardo Coutinho quando este assumiu a prefeitura de João Pessoa (na primeira vez, eleito em 2004, reeleito em 2008). Hábil articulador político, com participação ativa em fatos decisivos da política paraibana nos últimos anos, ele foi convocado por Ricardo para colaborar na administração estadual após a eleição do socialista em 2010, derrotando, entre outros, o senador José Maranhão (MDB).

Bandeira aliou-se, por um tempo, a Luciano Agra, já falecido, que assumiu na condição de vice a prefeitura da Capital depois que Ricardo renunciou para concorrer ao governo do Estado. A estratégia de Nonato era fazer Agra prefeito pelo voto, mas a articulação esbarrou no veto do então governador Ricardo Coutinho, figura maior do PSB até hoje, à pretensão do seu ex-vice-prefeito. Em represália, Luciano Agra compôs-se com a candidatura de Luciano Cartaxo nas eleições de 2012, tendo como vice Nonato Bandeira. Cartaxo foi eleito em segundo turno num confronto direto com o ex-senador Cícero Lucena, candidato lançado pelo PSDB e que já fora gestor de João Pessoa por dois mandatos. No primeiro turno, Luciano derrotou a candidata ungida por Ricardo como representante do agrupamento dos “girassóis”, a atual deputada estadual Estelizabel Bezerra. Não obstante a divergência pontual no pleito de 2012, Nonato Bandeira deixou a porta aberta para uma recomposição com Ricardo Coutinho, voltando a se aliar a ele no governo do Estado.

Nas eleições do ano passado, Nonato Bandeira assumiu o desafio de candidatar-se a uma vaga de deputado federal pela Paraíba e tentou montar alianças sólidas em várias regiões para reforçar sua postulação, mas não logrou êxito. Ele, também, enfrentou manobras objetivando destituí-lo do comando do PPS paraibano mas se mostrou duro na queda e articulado com dirigentes nacionais da agremiação. Edvaldo Rosas sempre foi tido como homem de confiança de Ricardo Coutinho, especialmente, para cumprir missões partidárias visando assegurar o controle do PSB. A mudança ocorrida na Secom como consequência do pedido de exoneração de Luís Tôrres, que diz pretender voltar ao “batente” jornalístico, significou apenas um remanejamento de posições. Mas a escolha de Bandeira teve, novamente, repercussão favorável em setores majoritários da comunicação paraibana.

 

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